Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Retirada forçada

Otto Alencar inicia sabatina de Messias ameaçando acionar Polícia Legislativa para garantir silêncio

Parlamentar disse que pode determinar remoção do plenário em caso de "fala em voz alta"
Parlamentar disse que pode determinar remoção do plenário em caso de "fala em voz alta" (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Ouça este conteúdo

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), deu início à sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorre nesta quarta-feira (29), com uma dura advertência: o parlamentar afirmou que acionará a Polícia Legislativa caso não haja o silêncio esperado no colegiado.

"Eu vou solicitar o silêncio para que aqueles que estão assistindo possam permitir a exposição do doutor Jorge Messias. Nós vamos observar se aqueles que insistirem em falar dentro do plenário em voz alta, nós vamos pedir à Polícia Legislativa que retire do plenário da Comissão de Constituição e Justiça. Eu tenho bons ouvidos e olhos e vou realmente tomar essa decisão", advertiu Alencar.

O pedido de ordem ocorre em meio a uma crise de credibilidade que afeta diretamente a passagem de novos nomes pelo crivo necessário à inclusão na Corte. Diante das revelações sobre as relações entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

VEJA TAMBÉM:

A oposição tem três principais pontos contra Messias no Supremo: a primeira diz respeito à própria relação com o petismo. O nome surgiu ao público pela primeira vez em 2016, quando, em uma conversa telefônica interceptada pela Operação Lava Jato, a então presidente Dilma Rousseff (PT) avisava o atual presidente Lula (PT) que seu subchefe para assuntos jurídicos iria levar, pessoalmente, um termo de posse para a Casa Civil, em uma estratégia para a obtenção de foro privilegiado.

Um parecer acerca do aborto também pesa na rejeição. Apesar de não opinar sobre o tema, o advogado-geral da União argumentou que o Conselho Federal de Medicina (CFM) não poderia proibir os médicos de executarem o procedimento de assistolia fetal. O documento foi resgatado após o anúncio da indicação.

A terceira resistência vem da atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) na pauta de regulação das redes sociais e restrição a conteúdos considerados inadequados, o que é visto pela direita como censura.

Acompanhe a sabatina de Jorge Messias com a Gazeta do Povo

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.