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Alvo de inquéritos

PF relatou a Moraes risco de Flávio deixar o Brasil para longa permanência no exterior

Flávio Bolsonaro
Investigadores apontaram indícios de possível fuga para o exterior, incluindo orientação de Eduardo Bolsonaro (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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A Polícia Federal (PF) apontou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a existência de riscos “concretos e atuais” de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deixasse o Brasil para permanecer por longo período no exterior. O parlamentar viajou aos Estados Unidos nesta terça-feira (27) sem cumprir a ordem do magistrado de entregar seus passaportes.

Flávio Bolsonaro é alvo de três inquéritos na Corte, entre eles uma suposta sociedade oculta com o advogado Willer Tomaz em uma empresa utilizada para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e que teve R$ 6 bilhões bloqueados por Moraes na semana passada. Para a PF, o profissional teria capacidade de bancar o senador por um período prolongado em Miami, onde mora desde o mês de agosto.

“[Tomaz] dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje”, afirmou a autoridade policial no pedido a Moraes.

Segundo aliados de Flávio e do próprio governo dos Estados Unidos, o senador viajou a Miami com a família em uma operação arquitetada por correligionários próximos e pelo próprio secretário de Estado do país, Marco Rubio. Para a Polícia Federal, Flávio Bolsonaro já teria uma estrutura estabelecida no país norte-americano para facilitar uma estadia prolongada.

A autoridade policial também pontuou, entre os elementos a Moraes, uma declaração recente do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que o irmão deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição presidencial, e de que o próprio senador dispõe de poder econômico para permanecer no exterior.

“Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo”, registrou a PF no pedido.

Os investigadores também mencionaram a suspeita de que parte dos recursos enviados aos Estados Unidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por intermédio do empresário Antonio Freixo para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), possa ter sido utilizada para custear a permanência de Eduardo no país.

“Não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha sido destinada ao custeio da permanência de EDUARDO BOLSONARO em território estadunidense”, afirma o documento.

Em entrevista a um programa dos Estados Unidos na semana passada, o ex-deputado cassado afirmou que “se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza”.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, em situação que classificou como “autoexílio”, e obteve do governo americano o chamado “Green Card”, documento que permite a residência de estrangeiros no país por tempo indeterminado.

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