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Para entender

Por que a Polícia Federal suspeita de vazamentos no caso Banco Master?

Investigadores rastreiam possível vazamento de informações antes de operações que miraram o Master. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Investigadores da PF e da PGR apuram se informações sigilosas foram antecipadas a alvos da Operação Compliance Zero. A desconfiança surgiu após situações atípicas, como a tentativa de viagem internacional de Daniel Vorcaro e o esvaziamento de imóveis pouco antes das ações policiais.

O que levantou as primeiras suspeitas de vazamento?

O sinal de alerta surgiu em novembro de 2025, na primeira fase da operação. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos prestes a embarcar em um jato particular para os Emirados Árabes. Para a polícia, o fato de ele estar saindo do país no momento exato da deflagração sugere que ele pode ter sido avisado.

Quais foram os problemas identificados na segunda fase?

Em janeiro de 2026, a eficiência da operação foi seriamente comprometida. Policiais encontraram imóveis esvaziados, quartos desarrumados e falta de aparelhos eletrônicos. Além disso, advogados dos investigados já estavam presentes nos endereços antes mesmo da chegada das equipes policiais, reforçando a tese de que o sigilo operacional foi quebrado.

Houve mudanças na condução do processo no STF?

Sim. Em fevereiro de 2026, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após a revelação de vínculos societários entre uma empresa de sua família e um resort que recebeu investimentos ligados a Vorcaro. O processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que autorizou a terceira etapa da investigação em março.

Quem é o grupo chamado de 'A Turma' pelas autoridades?

Os investigadores identificaram um núcleo próximo a Vorcaro que atuava como uma estrutura paralela de inteligência. Esse grupo é acusado de monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas críticos ao banco, além de utilizar acessos indevidos a bases de dados da Interpol e da Justiça Federal para exercer pressão e coação de testemunhas.

Como os vazamentos afetaram a coleta de provas?

A antecipação das informações permitiu que alvos sumissem com documentos físicos e dispositivos eletrônicos, como celulares e HDs externos. A prioridade agora é identificar se houve falhas institucionais ou a atuação de agentes infiltrados que facilitaram o acesso a redes sigilosas com credenciais autênticas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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