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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, foi elogiada por candidatos à Presidência. Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) manifestaram apoio à medida, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu classificando o afastamento como uma possível “intromissão” e levantando suspeitas de motivação eleitoral.
Além do afastamento de Rodrigues, a decisão de Mendonça também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, em meio às suspeitas levantadas pelo ministro sobre o monitoramento de integrantes da Corte e do governo. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
O candidato do Missão, Renan Santos comemorou o afastamento de Andrei Rodrigues e aproveitou para atacar tanto apoiadores de Lula quanto integrantes do campo de aliados de Bolsonaro. Na avaliação dele, os dois grupos adotariam critérios diferentes para avaliar denúncias dependendo de quem está sob investigação.
“Vocês estão comemorando que caiu o Andrei Rodrigues porque ele tinha ligações com o Daniel Vorcaro? Então tinha que cair o candidato de vocês também, né?”, afirmou, em referência às supostas ligações entre Rodrigues e o empresário Daniel Vorcaro.
Ronaldo Caiado, candidato do PSD, em publicação nas redes sociais, classificou a decisão de Mendonça como “firme e corajosa” e afirmou que lei e ordem precisam caminhar juntas.
“As instituições de Estado precisam agir com total imparcialidade e respeito rigoroso à Constituição. É assim que uma autoridade de verdade exerce o seu papel”, escreveu.
Romeu Zema, por sua vez, ressaltou que a medida ocorreu após uma iniciativa do próprio partido, que havia questionado a permanência de Rodrigues no comando da PF. “Enquanto muitos falam, a gente faz. E seguiremos firmes contra os intocáveis. Chega de intocáveis!”, escreveu.



