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Para entender

Quem são os adversários na Bahia que se uniram pelo silêncio no caso Master?

Jaques Wagner foi alvo da PF em nova fase da Compliance Zero, mas assunto vira tema proibido nas eleições da Bahia. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Um improvável pacto de não agressão entre os grupos de ACM Neto e do senador Jaques Wagner silenciou o escândalo do Banco Master na campanha eleitoral da Bahia. A estratégia visa proteger ambas as lideranças de investigações da Polícia Federal sobre supostas vantagens indevidas e fraudes.

O que é o pacto de não agressão entre ACM Neto e Jaques Wagner?

Os grupos políticos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e do senador Jaques Wagner (PT) teriam costurado um acordo nos bastidores para que o escândalo do Banco Master não seja usado como arma de ataque durante a campanha eleitoral deste ano. Embora outros temas estejam liberados para o debate, o caso Master tornou-se um assunto proibido entre os dois principais campos políticos do estado.

Por que Jaques Wagner está sendo investigado pela Polícia Federal?

O senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o sistema financeiro. A PF investiga se Wagner recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo e repasses de R$ 3 milhões via empresa de familiares, em troca de apoio a projetos de lei que favoreciam o Banco Master no Congresso Nacional.

Qual é a relação de ACM Neto com o Banco Master?

O nome de ACM Neto apareceu em relatórios do Coaf que apontam o recebimento de R$ 5 milhões do Banco Master e de uma gestora parceira. O ex-prefeito nega irregularidades, afirmando que os valores são referentes a serviços de consultoria prestados por sua empresa após ele deixar cargos públicos. Diferente de Wagner, ACM Neto não foi alvo da operação recente da Polícia Federal.

Quem é Daniel Vorcaro e qual seu papel nesse escândalo?

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e a figura central das investigações sobre fraudes bilionárias. A Polícia Federal analisa mensagens que sugerem a aproximação de Vorcaro com políticos influentes para facilitar negócios e aprovar emendas legislativas. Wagner admite conhecer Vorcaro, mas afirma que a relação entre eles é 'praticamente zero', tendo se encontrado apenas duas vezes.

Como esse caso afeta o governo federal e a política baiana?

O escândalo atinge figuras de peso, como Jaques Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, e cita indiretamente o ministro Rui Costa devido a privatizações feitas quando era governador da Bahia. O silêncio compartilhado por rivais históricos mostra como o caso é sensível para todos os lados, abrangendo desde contratos de consultoria até suspeitas de corrupção ativa e passiva.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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