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Caso Master

Rio vai à Justiça para recuperar R$ 641 milhões aplicados em fundos do Master

Rioprevidência
Investigação da PF aponta que Rioprevidência teria aplicado R$ 3,6 bilhões em fundos de risco do Master. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou na Justiça para tentar recuperar R$ 641,4 milhões aplicados pelo Rioprevidência em fundos ligados ao liquidado Banco Master. As ações foram protocoladas na quinta-feira (16) e incluem pedidos de bloqueio de bens das empresas e gestores envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

As ações têm como alvo os fundos Revolution e Texas I FIA, que receberam recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais. Segundo a PGE, os prejuízos somam R$ 616,6 milhões, sendo R$ 481,4 milhões no Revolution e R$ 135,1 milhões no Texas I FIA.

O Rioprevidência é investigado pela Polícia Federal por ter aplicado cerca de R$ 3,6 bilhões em fundos de alto risco do banco do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com suposta influência direta do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ).

As investigações apontam que mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram encontros frequentes com o então governador, inclusive em viagens ao exterior custeadas pelo banqueiro. A Polícia Federal também apurou uma coincidência entre essas reuniões e a liberação de investimentos do Rioprevidência, além de conversas indicando que alguns aportes dependiam de alinhamento político.

No caso do Texas I FIA, a Procuradoria afirma que o prejuízo foi causado por uma suposta operação para inflar o preço das ações da Ambipar. A petição diz que “o Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público quotas de um fundo lastreado em uma ação desprovida de fundamento”.

A PGE também afirma que o fundo ficou fora das regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em novembro de 2025. Na ocasião, apenas 31% do patrimônio estava aplicado em ações, abaixo do mínimo de 67% exigido para esse tipo de investimento.

Já no fundo Revolution, a Procuradoria aponta que mudanças aprovadas no regulamento do FIDC Eicon prejudicaram os cotistas, entre eles o Rioprevidência. As alterações retiraram direitos de voto dos investidores e ampliaram em quatro anos o prazo para devolução dos recursos aplicados.

Para tentar garantir o pagamento dos prejuízos, a PGE pediu à Justiça o bloqueio de contas bancárias, imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e até criptomoedas dos investigados.

Em nota, o Rioprevidência informou que resgatou aproximadamente R$ 1,4 bilhão de um fundo administrado pelo Banco Master em dezembro de 2025. O órgão afirmou ainda que a atual gestão está à disposição para prestar esclarecimentos e que adotou medidas para reforçar a segurança dos investimentos.

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