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Para entender

Vínculos de Alcolumbre na mira em escândalo de R$ 400 milhões

Alcolumbre dispara contra governo Lula, reclama de ataques e promete reação
Retorno das atividades no legislativo deve fazer pressão sobre Alcolumbre e caso Master. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A ligação política do senador Davi Alcolumbre com a Amapá Previdência (Amprev) está no centro de uma investigação. O fundo, presidido por um indicado do senador e com seu irmão no conselho fiscal, investiu R$ 400 milhões no falido Banco Master, mesmo após alertas internos sobre os riscos.

Qual é o problema central do investimento da Amapá Previdência?

O fundo de previdência dos servidores do Amapá aplicou R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master. Esse tipo de investimento é considerado de alto risco, pois não possui a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de seguro que protege o dinheiro dos investidores caso o banco quebre. Com a liquidação do Master pelo Banco Central, todo o valor investido ficou sob risco de perda.

A diretoria do fundo foi alertada sobre os riscos?

Sim. Uma ata de reunião do comitê de investimentos, de julho de 2024, mostra que o então presidente do fundo, Jocildo Lemos, foi formalmente alertado por ao menos dois conselheiros sobre o “alto risco” e “problemas políticos” envolvendo o Banco Master. Eles sugeriram consultar órgãos de controle antes de decidir, mas a proposta de investimento foi colocada em votação e aprovada.

Qual é a conexão do senador Davi Alcolumbre com o caso?

O presidente da Amprev na época do investimento, Jocildo Lemos, é um afilhado político de Alcolumbre e já agradeceu publicamente ao senador por sua nomeação. Além disso, Alberto Alcolumbre, irmão do senador, integra o Conselho Fiscal da Amprev, órgão que tem como função fiscalizar a gestão financeira e contábil do fundo. A assessoria do senador nega qualquer interferência.

Como a posição de Alcolumbre pode influenciar as investigações?

Como presidente do Congresso, cabe a Davi Alcolumbre autorizar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso. A oposição já tem as assinaturas necessárias, mas depende da leitura do requerimento em plenário, ato que o senador pode adiar. Críticos apontam um possível conflito de interesses, já que a investigação se aproxima de seu núcleo político.

O que dizem os envolvidos e o que está sendo feito?

A assessoria de Alcolumbre nega qualquer envolvimento dele nas decisões do fundo. A Amprev afirma que os aportes seguiram as normas da época e que, após a quebra do banco, obteve decisões judiciais para proteger os recursos e garantir o pagamento dos aposentados. O Ministério Público abriu um inquérito, e a Polícia Federal investiga o caso. Jocildo Lemos e Alberto Alcolumbre não se manifestaram.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

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