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"Os Intocáveis"

Zema usa Taylor Swift para ironizar Lula e Jaques Wagner em vídeo sobre Banco Master

Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) usa Taylor Swift para ironizar Lula e Jaques Wagner.
Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) usa Taylor Swift para ironizar Lula e Jaques Wagner. (Foto: Filipe Natanael / Digital MG)

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a recorrer à inteligência artificial para ironizar personagens da política nacional. No oitavo episódio da série de vídeos "Os Intocáveis", divulgado nas redes sociais, o mineiro satiriza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), citado em investigações relacionadas ao Banco Master.

Na produção, Lula e Wagner aparecem representados por bonecos de fantoche que conversam por telefone enquanto uma narração apresenta notícias sobre a relação do senador baiano com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Entre os episódios mencionados no vídeo estão o recebimento de um apartamento dado por Vorcaro, a apreensão de 13 relógios de luxo, pagamentos em espécie, viagens em jatinhos particulares e a aquisição de ingressos para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos. A cantora norte-americana Taylor Swift também é citada na sátira.

Em um dos trechos, o fantoche que representa Lula tenta tranquilizar Wagner diante da repercussão do caso. "Eu já passei pelo mensalão, pelo petrolão e pela Lava Jato, fui preso e voltei à Presidência. O país tá on. Roubaram os velhinhos do INSS no meu governo. Eu nem pisquei. E você tá nervoso com um 'banquinho' Master e um tal de Vorcaro?", afirma o personagem.

O vídeo mantém a estratégia que Zema vem adotando nos últimos meses para ampliar o alcance de críticas a adversários políticos por meio das redes sociais. Em episódios anteriores de "Os Intocáveis", o ex-governador já havia satirizado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

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Durante a nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, uma das apreensões relacionadas a Jaques Wagner envolveu US$ 49 mil dólares em espécie (o equivalente a cerca de R$ 250 mil), que estavam no flat em que o senador reside em Brasília junto de notas de euro e relógios de luxo.

A referência a Taylor Swift decorre de um dos elementos apontados pela investigação da Polícia Federal. Segundo os investigadores, empresas ligadas ao grupo econômico de Vorcaro teriam custeado ingressos para eventos internacionais destinados a familiares de Wagner. Apenas as entradas para apresentações da cantora em Los Angeles teriam custado R$ 63,3 mil.

Além disso, segundo a investigação, empresas ligadas ao núcleo familiar de Jaques Wagner também teriam recebido R$ 3,5 milhões em propina. Há ainda a referência sobre a negociação de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador. A Polícia Federal também apura viagens de Wagner em jatinhos ligados a Lima e a Vorcaro.

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