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O novo sabotador da República
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Rodrigo Maia sempre foi um sujeito medíocre, uma espécie de despachante de grupos de interesse, que ascendeu na política por conta do pai e de esquemas de bastidores. A imprensa, porém, resolveu trata-lo quase como um primeiro-ministro durante o governo Bolsonaro, fingindo que ele era um estadista, a voz do bom senso e da moderação. Ignoravam que ele era, na verdade, um sabotador da agenda reformista vitoriosa nas urnas.

Assim que Maia deixou o comando da Câmara os fatos vieram à tona. Livre da necessidade de encenar, o deputado passou a demonizar Bolsonaro e a flertar até mesmo com o corrupto Lula. Confessou em determinada ocasião que antes não podia assumir que era oposição a Bolsonaro, ou seja, admitiu que era apenas dissimulado ao se colocar como apoiador das reformas. A máscara do "Nhonho" caiu, e muitos lembraram que ele era o Botafogo das planilhas da Odebrecht.

Maia desapareceu do mapa, pois sua relevância era somente o controle das pautas da Câmara. Um novo sabotador entrou em cena, porém. Trata-se do deputado amazonense Marcelo Ramos, que está de olho gordo na posição de Arthur Lira. O presidente Bolsonaro citou nominalmente o deputado como o responsável pela manobra que levou ao aumento indecente do fundão eleitoral, para quase seis bilhões de reais. Bolsonaro o chamou de insignificante, e o insignificante quer sangue.

Marcelo Ramos foi cabo-eleitoral do senador lulista Omar Aziz no Amazonas."Eu quero desde já pedir, dizer do meu esforço e do esforço de todos da importância de renovar o mandato do senador Omar Aziz", disse Ramos na época. As peças se encaixam melhor agora, não? Ramos solicitou acesso a todos os pedidos de impeachment de Bolsonaro, e hoje publicou a seguinte mensagem: "Recebi, dos autores, cópia do superpedido de impeachment do presidente Bolsonaro. São 21 imputações de crime de responsabilidade e algumas delas, numa primeira leitura, parecem bem consistentes".

Em mensagens anteriores, o deputado já tinha mostrado sua intenção lulista:

Não há povo que resista a tanto luto, tanto desemprego e tanta fome, promovidos por presidente inepto e que não demonstra empatia com o sofrimento das pessoas. Eu não tenho medo de ficar ao lado de quem luta conta isso porque isso é tá do lado certo. Pode vim (sic) quente!

Fiquei perguntando como Bolsonaro pode ter esquecido meu nome... daí lembrei que limparam o intestino dele e devem ter levado a memória.

O sabotador da República ameaça claramente o presidente com o evidente intuito de impedir o veto ao fundão indecente. São as tais raposas no galinheiro, os representantes da velha política. O jogo é bruto, companheiro…

E o mais bizarro é que nossa imprensa, em geral, toma o partido dessas raposas contra o atual governo. Devem sofrer de abstinência dos tempos de corrupção desenfreada sob o manto do esquerdismo. Eis o que Míriam Leitão escreveu em sua coluna de hoje: "A CPI já prestou um enorme serviço ao Brasil. Abriu cortinas, revelou informações, mudou o olhar do país sobre a dimensão da tragédia que está acontecendo com a pandemia". A turma do Globo leva Renan Calheiros e Omar Aziz a sério!

É muito desespero para derrubar Bolsonaro e resgatar os tempos "áureos" de roubalheira socialista, só pode. Todos os brasileiros decentes ficaram indignados com o aumento do fundão eleitoral, que parte da mídia tentou jogar no colo de deputados bolsonaristas, fingindo não ver as manobras das raposas. Agora o jogo ficou escancarado: Bolsonaro ameaça vetar, indica que deve mesmo vetar, enquanto o despachante do sistema faz ameaças nem veladas, mas diretas mesmo.

Os jornalistas cobram do presidente mais articulação com esse Congresso, e depois reclamam do "centrão" guloso. Bolsonaro é refém de tipos como Marcelo Ramos e Rodrigo Maia. Ele só tem parte do povo ao seu lado, já que a imprensa fica do lado dos abutres.

Daí a importância das motociatas. Se as raposas fisiológicas acharem que Bolsonaro realmente perdeu popularidade como dizem as pesquisas fajutas, ele cai no dia seguinte. Tem muita raposa de olho no galinheiro, hoje protegido por uns poucos - entre eles o presidente Bolsonaro.

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