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STF cria o “Ministério da Verdade” no Brasil
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Na distopia 1984, de George Orwell, o governo tirânico tinha o seu Ministério da Verdade, para determinar o que era ou não verdadeiro. Claro que a "verdade" era aquilo que os poderosos decidiam, inclusive com o poder de mudar o passado. Não havia ainda a expressão Fake News, mas se houvesse, Orwell teria colocado os ungidos desse Ministério para procurar, encontrar e punir os autores dessas "mentiras".

Não temos um governo ditatorial no Brasil, felizmente. Mas o braço supremo do Poder Judiciário se esforça para chegar perto disso. Promove perseguições políticas, invade a prerrogativa de outros Poderes criando leis, cria inquéritos ilegais e realiza prisões arbitrárias. A reação de boa parte da população é a de revolta e indignação e, julgando ainda haver liberdade de expressão no país, a turma solta o verbo contra tantos abusos de poder. Mas como permitir isso?!

Esse tipo de "ataque" vai minando a confiança nas instituições republicanas, alegam os togados. Em vez de checar as premissas e mudar o curso, agindo de fato como guardiões da Constituição, os ministros preferem dobrar a aposta e chamar de mentirosos todos aqueles que julgam temerária a atitude suprema. E foi com esse espírito que o presidente do STF assinou hoje a criação de um Programa de Combate à Desinformação:

Art. 1º - Fica instituído o Programa de Combate à Desinformação (PCD) no Supremo Tribunal Federal (STF), com a finalidade de enfrentar os efeitos negativos provocados pela desinformação e pelas narrativas odiosas à imagem e à credibilidade da Instituição, de seus membros e do Poder Judiciário, a partir de estratégias proporcionais e democráticas, a fim de manter a proteção da Corte acerca das liberdades de comunicação.

Art. 2º - O PCD será gerenciado por Comitê Gestor, cuja composição será definida em portaria própria e executado em dois eixos: I - atuação organizacional, com as seguintes as ações: a) organização interna: definição das atribuições dos responsáveis pela execução de ações e reuniões periódicas para monitoramento dos resultados; b) aperfeiçoamento de recursos tecnológicos: desenvolvimento e aquisição de recursos de tecnologia da informação para identificação mais célere de práticas de desinformação e discursos de ódio; c) diálogos institucionais: aproximação do grupo gestor com instituições públicas e privadas que atuam no combate à desinformação, órgãos de investigação, entidades e agências de checagem que buscam solucionar o problema da desinformação e dos discursos de ódio, bem como realização de eventos e seminários; II - ações de comunicação, com as seguintes as ações: a) alfabetização midiática: capacitação de servidores, funcionários terceirizados, jornalistas profissionais e influenciadores digitais para a identificação de práticas de desinformação e discursos de ódio e as formas de atuação para combatê-las; b) contestação de notícias falsas: publicação de notícias em página especial denominada #VerdadesdoSTF para contestar boatos ou desmentir notícias falsas sobre a Corte ou seus integrantes; c) fortalecimento de imagem: ações constantes de comunicação, com materiais para públicos diversos, com a finalidade de disseminar informações verdadeiras e de produzir conteúdo que gere engajamentos positivos sobre o Tribunal.

Art. 3º - Poderão ser convidadas a participar da execução das ações, mediante acordos de cooperação técnica não oneroso ao STF, instituições públicas e privadas, entidades e empresas com atuação no ramo.

Art. 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Ministro LUIZ FUX

Está instaurado no Brasil o Ministério da Verdade! O STF, com seu braço eleitoral no TSE, é bom de fazer marketing. Contrata até atriz petista e intelectual lulista para defenderem mais mulher na política e as urnas "invioláveis", que foram violadas. O que o Supremo não consegue fazer bem é proteger a Constituição, sua principal missão. Até porque é o primeiro a rasga-la com frequência.

Diante disso, prefere investir na imagem. Parece uma grande emissora, que faz militância "progressista" constante, age como partido de oposição ao atual governo, e diante da crescente perda de credibilidade resolve mostrar o "lado humano" dos seus apresentadores de telejornais, em vez de melhorar a qualidade do jornalismo. Essa patota realmente vive no mundo da estética, onde aparências importam bem mais do que a realidade. Até porque essa quem define são eles mesmos, não é verdade?!

Se esse PCD já estivesse em vigência nesta segunda, será que seus funcionários rebateriam as declarações do Dr. Ives Gandra Martins na entrevista ao Direto do Ponto, da Jovem Pan? O renomado jurista, que esteve presente na criação da Constituição, entende a importância de se preservar o espírito das leis, ou seja, aquilo que os constituintes, representantes do povo, desejavam com tal documento. Há algum espaço para interpretações, mas não é infinitamente elástico. E, como aponta o Dr. Ives, esse STF tem ultrapassado demais as linhas constitucionais.

Se é o STF quem vai decidir o que é "discurso de ódio" ou "verdade", podemos imaginar um conselho de notáveis, formados por um imitador de focas, um médium estuprador, uma atriz petista, uma intelectual lulista e uma impostora que canta enquanto banca ser a voz final da ciência reunidos para definir o que é verdade e o que é mentira. O quão assustador é esse cenário?!

Stephen Kanitz escreveu sem seu blog um texto contra a censura, alertando para o perigo que vivemos hoje. Eis um trecho:

Estou muito preocupado em decifrar o tamanho dessa onda de censura da liberdade de expressão que toma esse país. Estou calado até decifrar o que querem dizer com “somente fatos cientificamente comprovados” podem ser publicados, isso dito por um membro do Supremo. Se for assim hipóteses serão censuradas, quaisquer hipóteses, o que significa o fim da ciência, justamente o contrário. Significa também o fim do diálogo porque muitas coisas que achamos científicas poderão provar não serem, como mostra Karl Popper. [...] Hoje estamos censurando jornalistas e políticos com mais de 12 milhões de seguidores. O que está ocorrendo no Brasil é muito grave.

Bota grave nisso! E o pior é ver boa parte da imprensa aplaudindo esse tipo de censura, pois julga que o alvo principal é bolsonarista, ignorando que pau que bate em Chico também bate em Francisco. A imprensa que recomenda astróloga para dizer qual o melhor exercício físico dependendo do seu signo, ou que divulga a profecia de um vidente sobre o caos se o uso de máscara deixar de ser obrigatório, é aquela que quer ter, junto ao STF, o monopólio sobre o que é verdade ou mentira do ponto de vista científico. Tranquilo, né?

E vale notar que o Supremo e nossa imprensa seguem na crista da onda mundial, já que a liberdade anda cada vez mais ameaçada por autoridades. Tudo piorou muito na pandemia, quando o simples debate foi interditado. É contra esse tipo de coisa que o cantor Eric Clapton se rebelou, ele que teve fortes efeitos colaterais ao tomar a vacina. Sua nova música é uma ode à liberdade e um ataque duro aos autoritários, e mesmo "cancelado" pela patota, o clip já teve quase 1,5 milhão de visualizações. Eis a letra em tradução livre:

Isso tem que parar. Basta! Eu não aguento mais essa porcaria. Já foi longe o suficiente. Se você quer reivindicar minha alma, você terá que vir e derrubar esta porta. Eu sabia que algo estava acontecendo de errado quando você começou a estabelecer a lei. Eu não consigo mover minhas mãos. Eu começo a suar, eu quero chorar. Não aguento mais. Isso tem que parar. Basta! Eu não aguento mais essa porcaria. Já foi longe o suficiente. Se você quer reivindicar minha alma, você terá que vir e derrubar esta porta. Eu estive por aí muito tempo. Vi tudo e estou acostumado a ser livre. Eu sei quem sou. Tente fazer o que é certo. Então me tranque e jogue a chave fora. Isso tem que parar. Já é suficiente. Eu não aguento mais essa porcaria. Pensando nos meus filhos. O que sobrou para eles. E então o que está vindo na estrada. A luz no túnel pode ser o trem para o sul. Senhor, por favor, ajude-os com sua carga.

Profundo, impactante, sincero. Um tremendo desabafo! Guilherme Fiuza comentou sobre a música: "Eric Clapton mostra que nem todos os homens viraram ratos de laboratório. Seu novo hit (quase 1,5 milhão de views) é sobre vocês - os covardes ditadores sanitários, capazes de jogar até crianças na sua SÓRDIDA loteria vacinal. 'Estou acostumado a ser livre'".

Em tempo: as redes sociais já estão dificultando o acesso ao vídeo.

Pelo visto tem gente demais gostando de brincar de tirano. Quando um grupo de "iluminados" resolve decidir o que é verdade e o que é mentira, o que pode ou não ser dito em nome da ciência, é mera questão de tempo até que todos nós percamos todas as nossas liberdades básicas! Acordem enquanto há tempo, zumbis!

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