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Decisão judicial

Ricardo Nunes cita acidentes e promete recorrer contra autorização a mototáxi da Uber

Prefeito de São Paulo argumenta que decisão judicial pode pressionar sistema público de saúde.
Prefeito de São Paulo argumenta que decisão judicial pode pressionar sistema público de saúde. (Foto: José Francisco Diorio/Prefeitura de SP)

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que irá recorrer da decisão judicial que obrigou o Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV) a credenciar a Uber para operar o serviço de mototáxi por aplicativo. Em entrevista à BandNews concedida nesta quarta-feira (22), Nunes argumentou utilizando os riscos associados ao trânsito.

Para o prefeito, é necessária a imposição de regras rígidas para o transporte por motocicletas, uma vez que o alto índice de acidentes de trânsito pressionaria o sistema público de saúde, impactando nos cofres públicos. Em sua visão, a cautela é especialmente necessária considerando as dimensão da frota na capital paulista, o que invalidaria comparações com outras cidades, como o Rio de Janeiro.

"A gente precisa entender que, às vezes, [por] uma necessidade de levar o seu ganha-pão para a casa, a pessoa acaba entrando nesse processo de transportar pessoas, mas a gente não pode deixar de ver essa questão da segurança. Nós estamos falando de algo absolutamente concreto de risco. A gente tem uma situação enorme de pessoas acidentadas, que ficam paraplégicas, que ficam amputadas, que ficam sem poder trabalhar. Como é que fica essa família com a pessoa, o piloto, acidentado, sem poder trabalhar?", argumentou.

Decisão da Justiça de SP baseou-se em determinação de Moraes

Ministro considerou abusivas exigências securitárias impostas pela prefeitura de São Paulo. Ministro considerou abusivas exigências securitárias impostas pela prefeitura de São Paulo. (Foto: Victor Piemonte/STF)

A decisão da juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, foi baseada em uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que impediu o Executivo paulistano de impor condições mais restritivas do que as que estão dispostas na  Política Nacional de Mobilidade Urbana.

A lei federal de 2012 condiciona o transporte de passageiros à contratação de um seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP). No decreto da cidade de São Paulo, porém, a cobertura deveria ser mais ampla abrangendo passageiro, motorista e outros envolvidos no acidente, além de prever indenização por danos físicos e morais, ressarcimento de despesas médicas e seguro de vida.

"Passados mais de cinco meses da edição do novo arcabouço normativo municipal, verifica-se que, mesmo diante da ordem exarada neste feito, nenhuma empresa conseguiu obter credenciamento para operar regularmente o serviço", afirmou a Confederação Nacional de Serviços (CNS) no pedido a Moraes.

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