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Após aprovação de mudanças na previdência, greves continuam no Paraná

Professores do ensino fundamental e médio, docentes de universidades, agentes penitenciários e servidores da saúde dizem que vão manter paralisações

  • Antonio Senkovski
  • Atualizado em às
Servidores devem se reunir em assembleias nesta quinta-feira (30) para decidir rumos da mobilização. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Servidores devem se reunir em assembleias nesta quinta-feira (30) para decidir rumos da mobilização. Jonathan Campos/Gazeta do Povo
 
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Mesmo com a aprovação do Projeto de Lei (PL) que muda as regras da Paranaprevidência e do confronto ocorrido no Centro Cívico de Curitiba nesta quarta-feira (29), as greves dos servidores públicos do Paraná devem continuar. Os próximos passos das categorias ainda serão definidos em assembleias entre esta quinta-feira (30) e a próxima semana, mas devem envolver ações judiciais para tentar obter parecer de que a as alterações aprovadas seriam irregulares. O governo diz que vai descontar nos salários os dias parados das categorias que retomaram a greve, mas os professores rebatem dizendo que se ocorrer isso não vão fazer a reposição das aulas perdidas.

A professora Marlei Fernandes de Carvalho, diretora da APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino fundamental e médio, disse que uma reunião do comando de greve vai avaliar a continuidade do movimento nesta quinta-feira (30). “Amanhã nós vamos determinar se seguimos ou não com a greve, mas até essa decisão o movimento continua”, disse por volta das 20 horas. Nesse horário, a maior parte do acampamento dos professores já tinha sido recolhido. No caso de haver continuidade da greve dos professores, o movimento irá contra a decisão judicial obtida pelo governo do Paraná que determina multa de R$ 40 mil por dia ao sindicado dos professores caso a categoria não retorne às salas de aula. O prazo para que a decisão seja cumprida (cinco dias) vence nesta sexta-feira (1.º), mas a APP diz que vai recorrer.

Nas universidades estaduais, a greve em quatro instituições e a paralisação em outras três também prossegue. Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) retomaram a greve. Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) optaram por uma paralisação até o fim da semana. Mas os dirigentes sindicais das três últimas relatam que a aprovação da continuidade da greve é quase certa mesmo com decisão judicial parecida com a dos professores do ensino fundamental e médio, que determina a volta às aulas. Até porque a maioria dos sindicatos diz ainda não ter sido notificada pela Justiça.

Agentes penitenciários e saúde

A greve dos agentes penitenciários deixou dois presídios paralisados nesta quarta-feira (29). A Penitenciária Central do Estado (PCE) e a Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP-II) ficaram sem atividades internas. Foram prejudicadas atividades como aulas, banho de sol e trabalho. Foram mantidas a distribuição de alimentos, questões de saúde e decisões judiciais. Nos dois presídios há 2.800 presos. Em todos os 32 presídios do Paraná, há cerca de 19 mil detentos.

A greve dos servidores da saúde também prossegue, mas a adesão, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) é baixa. Foram registradas 11 faltas entre os 8.989 funcionários nas unidades administradas pelo Paraná. A reportagem conversou com funcionários de três instituições de saúde. Os servidores, que não quiseram se identificar, disseram que não participam do movimento porque os diretores ameaçam descontar a falta nos salários. Nessas três instituições contatadas, não houve nenhum problema no atendimento ao longo do dia, assim como informou a Sesa.

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