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| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo/Arquivo

Em números totais, Curitiba teve redução no número de mortes no trânsito em 2015 – foram 184 contra 223 em 2014 –, mas uma categoria registrou aumento nos casos fatais. Os acidentes com óbito envolvendo ciclistas passaram de 11 para 19 em apenas um ano – representando uma em cada dez mortes no trânsito de Curitiba no ano passado.

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Para a prefeitura, os números são preocupantes, mas também podem estar relacionados à quantidade maior de bicicletas em ruas e rodovias. Ainda não há dados sobre a expansão do uso desse modal. Uma pesquisa de origem e destino deve ser feita em breve. A sensação de crescimento no número de ciclistas, por enquanto, é apenas visual, empírica.

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Contudo, para o coordenador de mobilidade urbana da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), Gustavo Garret, é evidente que o investimento em infraestrutura, como ciclofaixas, resultam em mais segurança para os usuários de bicicletas. Nenhuma das mortes ocorreu na região central, que conta com mais áreas de proteção. Há uma concentração de casos na Região Sul da cidade, em deslocamentos de trabalhadores. “Em geral são pessoas que conhecem menos as regras de trânsito e não usam equipamentos de segurança”, diz. Os números serão usados para pressionar o governo federal por obras cicloviárias no Contorno Sul.

Chamam a atenção os três casos de mortes em quedas, sem nenhum tipo de colisão. Para ele, seriam casos facilmente evitáveis, com mais atenção e com o uso de equipamentos de segurança, como capacetes.

Os quatro óbitos ocorridos em acostamento de rodovias também são classificados como preocupantes, porque, em tese, os ciclistas deveriam estar seguros nesses espaços. “A demanda de ciclistas aumentou exponencialmente, em número maior do que conseguimos acompanhar, a um passo mais rápido do que conseguimos formar uma constituição de cultura de respeito mútuo”, disse.

A avaliação do programa Vida no Trânsito indica que problemas na infraestrutura são os principais causadores de mortes de ciclistas. O prefeito Gustavo Fruet ressaltou a importância de investir em obras que garantam a segurança da circulação de pessoas. “Alguns números são confortáveis e outros são desconfortáveis, mas precisamos divulgar todos com transparência, para que possamos melhorar”, disse.

O perfil dos casos indicou ainda que aumentou o número de mulheres ciclistas mortas no trânsito, e que das 19 vítimas fatais, foram sete à noite e 12 à luz do dia, quando o ciclista deveria ser facilmente visível. A prefeitura distribui gratuitamente faixas reflexivas para serem colocada na bicicleta e em equipamentos de proteção. Terças-feiras e sábados são os dias com mais ocorrência.

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