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Fórum Mundial Econômico

Barroso defende “consenso” sobre regulação das redes sociais em Davos

Presidente do STF deu a declaração no Fórum Econômico Mundial, um dia depois de Donald Trump tomar posse e retirar EUA do Acordo de Paris. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender nesta terça-feira (21) a regulação das redes sociais e cobrou um "consenso" entre os conservadores e liberais sobre o assunto. Segundo Barroso, há uma "visão futebolística de FlaXFlu sobre o assunto".

"Quem é conservador é contra a regulação [das redes sociais] e quem é liberal ou progressista é a favor. E é uma visão completamente equivocada. Não importa se você é conservador ou liberal, não pode ter pornografia infantil na rede. Não pode ter terrorismo na rede", declarou o ministro em uma entrevista à GloboNews, após o Fórum Mundial Econômico, em Davos, na Suíça.

Barroso ainda ressaltou que "as pessoas com um pouco de boa vontade e de boa fé vão conseguir construir um meio de common ground, um meio termo de regulação". Dessa forma, ele acredita a liberdade de expressão "desempenhará o papel que deve ter na vida contemporânea", impedindo que "o mundo desabe no abismo de incivilidade, de mentiras, de desinformação".

"Negacionismo" ambiental

Durante um painel do Fórum Mundial Econômico que discutia a COP30 no Brasil, Barroso afirmou que "o mundo vai viver um momento muito difícil na questão ambiental". A declaração ocorreu um dia após a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Acho que vai e ser um momento de resistência pela volta triunfal do negacionismo. É a ideia de que você virar a as costas para um problema não faz ele ir embora”, disse o ministro.

No início de seu segundo mandato, Donald Trump assinou uma medida que retirou os Estados Unidos mais uma vez do Acordo de Paris, tratado internacional voltado à redução das emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, os EUA ocupam a posição de segundo maior emissor desses gases no mundo, ficando atrás apenas da China. Além disso, Trump anunciou a intenção de extinguir o Green New Deal, marco que incentiva a transição para uma economia sustentável.

De acordo com Barroso, "a preocupação ambiental vai viver esse momento de resistência, mas a gente não pode abandonar a luta". 'A história não é linear. A história é feita de avanços e de recuos, mas a gente não pode se deixar contaminar pela mudança dos ventos. Nosso papel continua a ser o de empurrar a história na direção certa”, declarou.

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