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Dante Mendonça

Madame Champagnat e o encanador da Barreirinha

  • Por
  • 21/03/2013 21:33

É grave a crise na construção civil. Com a falta de pessoal qualificado, está mais fácil contratar a Gisele Bündchen para desfilar que um marceneiro para construir a passarela. Não está no gibi, mas pedreiros, carpinteiros e eletricistas trabalham com o uniforme do Super-Homem para compensar a falta de mão de obra. Construtor que tem um desses homens de ferro não vende e não empresta; quem não tem é capaz de botar a mão dos próprios filhos na massa.

Há carência de profissionais em todos os andares e a Madame Champagnat não consegue um encanador nem para instalar uma coifa. Ao ler na coluna do Reinaldo Bessa que os construtores de um novo shopping estão prestes a se jogar do alto de suas próprias obras em atraso, Madame Champagnat confessou no Salão Marly que está sentindo falta do seu encanador faz-tudo da Barreirinha.

"O polaquinho é um encanto!", dizia a madame, batendo os cílios. "Eu o chamava para arrumar a descarga do banheiro, trocar o trinco da porta e o pneu do carro, inclusive. Chegava a ir comigo sozinha para Caiobá... só para pintar o quarto da empregada. Nos últimos tempos o coitado deu para reclamar da agenda. Isso mesmo, da agenda! Pode? Além do serviço normal, estava fazendo um curso de especialização! Ou seria um mestrado? Sei lá!"

Madame Champagnat respirou fundo e continuou: "Na semana passada precisei do polaquinho para instalar a nova coifa da cozinha. Sabe o que ele me disse? Disse que só teria vaga na agenda no segundo semestre, e olhe lá! Mas o preço já não seria mais o mesmo dos bons tempos. Agora é muuuito mais do que eu pago por mês para a minha arrumadeira".

É grave a crise no Batel Soho. Mesmo assim, o polaquinho veio em socorro da coifa: "Uau! Ele sentou na minha cozinha, abriu a caixa de ferramentas e, você não vai acreditar, puxou de um computador para fazer os cálculos da instalação. Aquele laptop da maçã, juro, nem os meus filhos tinham igual. Saiu para almoçar e sumiu.Três dias depois me telefonou, dizendo que não vinha mais. Contratado a peso de ouro por uma construtora paulista, está trabalhando na construção de um edifício inteligente. Burra sou eu. Enquanto isso, a minha coifa suspira de saudade do polaquinho".

Madame Champagnat está revoltada. Antes, os encanadores faziam fila na porta do condomínio. Agora, as madames é que fazem fila para arrumar um encanador.

Madame Champagnat vai passar a Páscoa em Miami. Lá, pelo menos, os encanadores cucarachos fazem qualquer coisa a preço de banana. Banana importada da Martinica. Mas fazem!

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