• Carregando...
 | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
| Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo

Preços diferentes

A coluna recebeu vários e-mails com comentários sobre o caso de supermercados que anunciam um preço na gôndola e registram outro valor no caixa. O leitor João Marcelo Araújo disse que ao ler a nota confirmou uma desconfiança que tinha há tempos. "No início, pensava que poderia ser um simples equívoco, mas, quando a situação se repetiu pela terceira vez no mesmo mês, comecei a desconfiar de má-fé da empresa. Diferentemente do que ocorreu com o outro leitor, eu não obtive resposta do protocolo que abri na Ouvidoria, por isso estou deixando de frequentar o estabelecimento", diz. Já o leitor Douglas Zanatta conta que há algum tempo começou a conferir no caixa o preço de todos os produtos. "Certa vez o caixa sugeriu que eu estava fazendo ‘corpo mole’ por não ajudá-lo a colocar os produtos nas sacolas."

Um dos lados bons de ser jornalista é observar os resultados positivos obtidos após a publicação de uma matéria. No dia 10 de março, a Gazeta publicou reportagem sobre golpe aplicado contra o haitiano Stanley Joseph (foto), de 27 anos, que veio para o Brasil há quatro anos, após o terremoto que devastou aquele país, e está radicado em Curitiba. Joseph caminhava pelas ruas do Centro ao lado de um amigo quando receberam o panfleto de uma agência de empregos, com a oferta de uma vaga de porteiro por um salário de R$ 1,8 mil, mais benefícios. Para conseguirem o emprego, teriam de pagar R$ 490. Os dois chegaram a emprestar dinheiro de conhecidos, mas as vagas não existiam. Na verdade, o haitiano pagou por um curso de porteiro com oito horas de duração. Ao exigir a vaga, recebeu outra oferta, indecorosa: entregar folhetos – os mesmos que foram usados para enganá-lo. Joseph recusou e foi xingado de "preto macaco". Registrou boletim de ocorrência e contou o caso para o jornal.

Coincidência

A situação do haitiano sensibilizou uma família, que ofereceu a ele um emprego de verdade, em uma escola de educação infantil. A história é cheia de coincidências, como conta uma amiga. "Um dos irmãos, que mora em Curitiba, leu a reportagem e logo entrou em contato com o jornal, para oferecer emprego ao Stanley. No mesmo dia, sem saber de nada, o outro irmão, de Brasília, ligou para mim e disse que precisávamos fazer alguma coisa para ajudar o haitiano", afirma. Essa mesma amiga, que pediu para não ser identificada, diz que, após pagar o aluguel, Joseph manda o que sobra do salário para a mãe e os cinco irmãos menores, que ficaram no Haiti. Ainda há razões para acreditar na humanidade...

Leitura mediada

Gosta de ler e se interessa por pessoas e histórias inspiradoras? Então, essa é para você: começa no dia 29 de abril (terça), em Curitiba, a primeira edição do Festival do Circulê. Serão três encontros, em que os participantes farão leituras e debates mediados por profissionais. No primeiro encontro, por exemplo, o livro em discussão será O Fio da Navalha, sobre a história de um jovem combatente que, depois de lutar na Primeira Guerra Mundial, retorna para a sua confortável vida em Chicago. Abalado pelo conflito, porém, vive uma angústia existencial. Os temas presentes na obra serão apresentados pela psicóloga Bianca Sibila Soprana, especialista em Análise Existencial.

Não precisa ler nada antes, é só chegar de cabeça aberta! As inscrições já estão abertas e custam R$ 20 para um só encontro ou R$ 45 para os três. Mais informações: http://curitiba.impacthub.net/festival-do-circule/

Dê sua opinião

O que você achou da coluna de hoje? Deixe seu comentário e participe do debate.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]