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Curitiba

Comemoração de alunos termina em tumulto no Colégio Estadual do Paraná

Confusão começou depois que grupo pulou na piscina da instituição, e Polícia Militar teve de ser chamada para controlar a situação. Estudantes dizem que houve agressão por parte de um professor

  • Célio Yano, com informações de Pedro de Castro
  • Atualizado em às
 
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Uma comemoração de alunos do Colégio Estadual do Paraná (CEP), em Curitiba, gerou confusão que terminou apenas com a chegada da Polícia Militar (PM) na manhã desta sexta-feira (27). O tumulto ocorreu depois que alunos do terceiro ano do ensino médio pularam na piscina da instituição para festejar a aprovação, e funcionários do colégio pediram que o grupo saísse do local.

De acordo com alunos ouvidos pela Gazeta do Povo, com a divulgação das notas finais da turma nesta manhã, cerca de 20 estudantes decidiram pular na piscina no horário do intervalo. Após uma discussão com funcionários da escola, no entanto, um aluno teria sido agredido fisicamente por um professor que tentava imobilizá-lo. A Sala de Imprensa da Polícia Militar (PM), foi informada às 10h14 do tumulto, com a informação de que a diretora estava sendo ameaçada pelos estudantes. Uma equipe da Patrulha Escolar Comunitária foi deslocada para o colégio.

Cerca de 1,2 mil alunos estudam no turno matutino e estavam no intervalo no momento do incidente, o que gerou ainda mais tumulto. A confusão terminou perto das 11 horas, com a chegada da polícia. Os estudantes chegaram a dizer à reportagem que um dos alunos que se envolveu na confusão foi levado pelos policiais, mas a informação não foi confirmada pela PM. Segundo a diretoria do colégio, o adolescente foi encaminhado à sala da diretora, Maria Madselva Ferreira Feiges, de onde foi embora para casa com os pais.

Maria Madselva condena a atitude dos alunos. Segundo ela, o tumulto foi gerado a partir de transgressões dos próprios estudantes. “Eles infringiram pelo menos três artigos do regimento do colégio, que são acessar equipamentos sem o acompanhamento do professor responsável; acessar a piscina sem o uso de trajes adequados; e desrespeitar funcionários”, explica.

Segundo ela, funcionários da escola solicitaram aos alunos que saíssem da piscina para preservar a segurança dos próprios adolescentes. “A piscina tem 3,6 milhões de litros d’água, e dois metros de profundidade na parte mais rasa. Um aluno poderia se afogar e até morrer, e a responsabilidade é do colégio”, diz.

Sobre as acusações de agressão por parte de professores, a diretora diz que não pode confirmar nem desmentir. “Ouvi informações sobre funcionários e alunos feridos. Peço aos pais de estudantes que tenham se machucado que procurem a polícia e façam boletim de ocorrência. Caso tenha havido excessos, vamos responder, mas quem vai apurar é o setor competente”.

Alunos disseram à reportagem que a comemoração é feita todos os anos, mas que somente desta vez teria havido repressão por parte do colégio. Maria Madselva contesta. “Isso não aconteceu no ano passado, não aconteceu em 2007... E, de qualquer forma, não é porque tivemos escravidão no passado que devemos continuar tendo”, comparou. Segundo a diretora, os alunos foram fotografados e filmados durante a confusão, e estão sujeitos a medidas que podem chegar ao afastamento do colégio.

Outro estudante, de 16 anos, também disse que foi agredido por funcionários da escola, quando tentava ajudar outro colega. Segundo o relato do aluno, três colegas saíram da piscina e tentavam fugir dos funcionários da escola, porém um ficou para trás e foi imobilizado. A seguir, teria sido levado para uma sala separada. Nesse momento o adolescente de 16 anos forçou a porta, conseguiu entrar e então teria sido agredido.

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