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Transporte coletivo

Comércio ilegal de passagens continua

Trabalhadores que não usam créditos recebidos nas empresas emprestam os cartões a cambistas, que os compram e revendem a passagem a R$ 2,00

  • PorGabriel Azevedo
  • 28/11/2010 21:09
Cambista é flagrado atuando no Terminal do Guadalupe. Passagem é comprada a R$ 1,50 e revendida a R$ 2 | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Cambista é flagrado atuando no Terminal do Guadalupe. Passagem é comprada a R$ 1,50 e revendida a R$ 2| Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo

A troca do vale-transporte metálico pelo bilhete eletrônico, que aconteceu em 2003 em Curitiba, não evitou o comércio ilegal de passagens. No Terminal do Guadalupe, no Centro, cambistas agem vendendo créditos ilegalmente. Trabalhadores – que recebem os créditos na empresa e acabam não utilizando – emprestam os cartões aos cambistas, que compram os créditos e os revendem no acesso do terminal. A reportagem da Gazeta do Povo flagrou dois cam­­­bistas atuando.

O usuário paga a passagem ao cambista, que entra nos guichês do terminal com o cliente e passa o cartão na máquina de leitura, liberando a entrada do usuário no interior do terminal. Em Curitiba, a passagem que custa R$ 2,20, é vendida por R$ 1,50 para os cambistas, que a revendem por R$ 2.

Um dos vendedores, que não quis ser identificado, disse aque fatura em média R$ 500 por mês. "O trabalho é tranquilo. Não tem fiscalização, até porque o serviço é honesto, não é ilegal. Eu estou vendendo passagem mais barata, passagem que ninguém usa", afirma. Os cambistas só compram os cartões de vendedores de confiança.

O problema da venda de vale-transporte não é novo em Curi­­tiba. Foi justamente o mercado paralelo que fez com que a Urbs, empresa responsável pelo transporte coletivo e pelo Sistema de Bilhetagem Eletrônica, implantasse o novo modelo. Antiga­­mente, em algumas lanchonetes e bancas de jornais, as fichas e vales-transporte de papel eram aceitos como se fossem dinheiro.

Fiscalização

O gestor de Fiscalização do Transporte Coletivo da Urbs, Edson Berleze, afirma que a empresa sabe que a venda ilegal acontece, e que inclusive sabe quem são as pessoas que a praticam. "Antigamente nós adotávamos uma postura de combate. Não deu certo. Então migramos para iniciativas administrativas", afirma.

Segundo Berleze, desde 2007 a Urbs está bloqueando cartões e zerando créditos de pessoas que utilizam erradamente o cartão. Em três anos, a empresa bloqueou 2.326 cartões e 181.917 créditos foram zerados.

Outra medida de combate ao comércio ilegal de passagens foi a implantação do novo Sistema de Bilhetagem Eletrônica, em agosto. Agora, passageiros do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana podem abastecer o cartão transporte com créditos nos próprios ônibus. Até então, a recarga só poderia ser feita em cem pontos de recarga instalados em terminais e estações-tubo. Agora, são 2 mil locais de reabastecimento de créditos.

Além disso, os usuários têm um limite máximo de passagens por dia. "São dez passagens. Mais que isso, o cartão trava. Além de ser um benefício para aqueles que perdem o cartão, é uma medida que ajuda a combater o comércio ilícito", diz.

Outra mudança foi o tempo de reconhecimento do cartão bloqueado. Antigamente um cartão era bloqueado e apenas no dia seguinte parava de funcionar. Agora isso acontece em 15 minutos.

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