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Celas superlotadas

Delegacias têm 12 mil presos

Estado mantém 1,6 mil investigadores fazendo função de carcereiros. São 75 detentos para cada policial

  • PorAri Silveira
  • 19/01/2010 21:05
Alto Maracanã: cela improvisada com janela comum e paredes de tijolos |
Alto Maracanã: cela improvisada com janela comum e paredes de tijolos| Foto:
  • Sem manutenção: viaturas de delegacia têm pneus carecas
  • Superlotação: Alto Maracanã mantém 69 onde caberiam 6

As delegacias da Polícia Civil do Paraná abrigam hoje cerca de 12 mil presos, dos quais pelo menos 30% estão condenados e já deveriam ter sido encaminhados ao sistema penitenciário. Conside­rando que 1,6 mil investigadores e agentes cuidam das carceragens, a média é de 75 detentos para cada policial. Os dados são do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), que iniciou uma série de vistorias em delegacias de todas as regiões do estado.

O sindicato estima que o Paraná tenha 166 mil mandados de prisão emitidos e não cumpridos, por falta de policiais nas ruas. O número não foi confirmado pelas varas de Execução Penal, que não souberam informar o total de mandados de prisão no estado. "Mas, mesmo que esses mandados fossem cumpridos, não haveria lugar para tantos presos, pois faltam vagas no sistema penitenciário e as delegacias estão superlotadas", afirma o presidente do Sinclapol, André Gutierrez.

A presença de presos condenados nas delegacias causa um desvio de função. Deslocados para cuidar dos detentos, os investigadores deixam de atuar nas ruas, e policiais militares do Serviço Reservado (P-2) acabam fazendo investigações. "Caberia à Polícia Militar fazer o policiamento preventivo", lembra o secretário-geral do Sinclapol, Eyrimar Bortot.

Alto Maracanã

Ontem à tarde, uma equipe do sindicato vistoriou as duas delegacias no município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. A situação mais grave foi encontrada no bairro Alto Maracanã. Com capacidade para seis presos, a carceragem abrigava ontem 69 detentos, em condições precárias de segurança. A delegacia tem apenas um policial de plantão para tomar conta dos detentos. Parte dos presos está em celas improvisadas, com paredes de tijolos, e não de concreto, e janelas com esquadrias basculantes em vez de grades.

No ano passado, foi registrada uma fuga na unidade, além de sete tentativas. Dos 17 fugitivos, 7 foram recapturados e 2 morreram.

Na delegacia do Alto Maracanã há ainda irregularidades nas escalas de trabalho. "Em média são oito horas excedentes – horas extras não pagas – por semana", conta o secretário-geral do Sinclapol. "No caso dos delegados, são 36 horas excedentes."

A unidade tem hoje 2 mil inquéritos para apenas dois escrivães. "Por isso as investigações não andam", afirma Eyrimar. São emitidos mensalmente 130 termos circunstanciados e 500 boletins de ocorrência.

Há problemas de manutenção nos carros. Todos estão com pneus carecas. O único veículo caracterizado – ou seja, com a pintura oficial da corporação – está sem rádio. Também não há luvas descartáveis para o contato com os presos.

Colombo

Na delegacia da região central de Colombo, a situação não é tão grave, mas foram encontradas diversas irregularidades. Há um escrivão para 800 inquéritos. Com capacidade para abrigar 24 presos, a carceragem acomodava ontem 67 detentos.

A equipe do Sinclapol também encontrou problemas, como a falta de coletes à prova de balas, inexistência de luvas descartáveis e rádios inoperantes.

Sesp

Procurada pela Gazeta do Povo, a Secretaria de Estado da Segu­rança Pública (Sesp) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só deverá se pronunciar hoje ou amanhã sobre as denúncias do Sinclapol.

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