De todo o estado, Curitiba e região metropolitana são as áreas mais carentes em atendimento para quem procura tratamento contra o tabagismo. Segundo a técnica do Programa Estadual de Controle do Tabagismo no Paraná, Iludia Rosalinski, a lista de espera em alguns postos de saúde na capital chega a 600 pessoas. "Por dia recebemos cerca de dez ligações de gente pedindo tratamento em Curitiba ou nos municípios da região metropolitana", diz. Iludia acredita que o número de postos que fazem atendimento a dependentes de cigarro deveria crescer na capital. Como compração, ela cita o fato de que enquanto Curitiba tem apenas três postos com atendimento, Maringá conta com dez. O tratamento em Maringá existe há três anos e cerca de 250 pessoas participam anualmente da iniciativa.
O motivo da não ampliação no atendimento na capital e região é porque não houve capacitação de profissionais que fazem o tratamento desde o início de 2004. A responsabilidade sobre o treinamento é das regionais de saúde estaduais.
A diretora da 2.ª regional de estadual da saúde (responsável por Curitiba e região metropolitana), Marinalva Gonçalves da Silva, diz que são os próprios municípios que devem definir as suas prioridades nos treinamentos e que os mesmos não estavam sabendo apresentar seus projetos. "Fizemos capacitação só para isso. Mas nesse ano estaremos retomando os treinamentos do tabagismo", assegura.
Em Curitiba, o programa deve começar a ser ampliado nesse ano e a meta é de que pelo menos uma unidade de saúde de cada um dos distritos sanitários da cidade passem a oferecer o tratamento para controle do tabagismo. Sobre a pausa nos treinamentos dos profissionais, o coordenador municipal do Programa e Controle de Tabagismo, João Alberto Lopes Rodrigues, afirma que Curitiba está fazendo convênio direto com o Ministério da Saúde para que sejam retomados.







