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Infra-estrutura

Depois de 45 anos, asfalto chega à BR-153 no PR

Tibagi – Após espera de 45 anos, a população de Tibagi, Ventania e Alto do Amparo (na região dos Campos Gerais) poderá ver as máquinas de volta no trecho paranaense da BR-153, a Transbrasiliana, que corta o Brasil, do Rio Grande do Sul ao Pará. O único trajeto de terra da rodovia de 3,5 mil quilômetros, entre Ventania e Alto do Amparo, começa a ser asfaltado na segunda-feira. A ordem de serviço foi assinada na tarde de ontem pelos ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, do Planejamento, Paulo Bernardo, e pelo superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, Davi Gouveia, em Tibagi.

Os R$ 20 milhões para obra, autorizados por uma medida provisória há cerca de 15 dias e empenhados na quinta-feira pelo Dnit, foram o resultado de muita luta e saliva de um grupo de prefeitos e deputados da região, que há muito vinham insistindo com o governo federal para a conclusão da obra. Os recursos são apenas parte do valor total da obra nos 82 quilômetros do trecho paranaense. Os outros R$ 60 milhões estão previstos no orçamento de 2007.

A primeira etapa do trabalho deve estar pronta ainda neste ano. Ainda não se sabe até onde chegará o asfalto, mas, considerando a informação dada por Gouveia, de que cada quilômetro custará em média R$ 1 milhão, pode-se supor que 20 quilômetros da estrada sejam concluídos na primeira fase. "Nós não viemos aqui hoje para fazer promessas, nós estamos assinando a ordem de serviço. Essa não é uma obra para começar e paralisar", disse o ministro Paulo Sérgio.

O asfalto é uma reivindicação da região, essencialmente agrícola, e que depende muito da rodovia para o seu desenvolvimento. Moradores mais antigos de Tibagi dizem que o asfalto é esperado há 45 anos. A abertura da estrada começou em 1967 e desde então diversas licitações foram realizadas para a conclusão da obra.

Em 1997 o asfalto foi iniciado, mas no ano seguinte a construtora CR Almeida, que venceu a licitação, abandonou a obra depois de fazer apenas 11 quilômetros, por falta de pagamento do governo federal. Para a segunda etapa, o governo federal ainda estuda uma possibilidade jurídica para aproveitar o antigo contrato com a construtora. Caso não seja possível, será necessária uma nova concorrência.

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