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Calor

Dias quentes trazem lucro a comerciantes de Curitiba

Mesas externas lotadas em bar do Largo da Ordem, Centro histórico da capital | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Mesas externas lotadas em bar do Largo da Ordem, Centro histórico da capital (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Com as temperaturas alcançando os 30ÞC, alguns setores do comércio comemoram o calor do fim do verão. Ventiladores e aparelhos de ar-condicionado estão esgotados ou com estoques baixos em várias lojas de departamento do centro de Curitiba. De acordo com gerentes e vendedores das lojas Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza houve aumento de até 120% nas vendas dos equipamentos. Em uma loja do Magazine Luiza foram vendidos 150 ventiladores apenas na última quinta-feira.

As altas temperaturas também estimulam o comércio de bebidas. De acordo com Fábio Aguayo, diretor da Associação dos Bares e Casas Noturnas de Curitiba (Abrabar), o aumento das vendas nos primeiros dias de março chegou a 30% em comparação com as últimas semanas de fevereiro. "Os bares que mais faturaram são os que têm mesas externas. Mas a previsão é que as casas noturnas também sejam beneficiadas neste fim de semana", diz.

Satisfeito também está o segmento de sorvetes. O gerente de vendas da fábrica curitibana Bapka, Valdir do Carmo, diz que a comercialização dobrou nesta última semana. "A fábrica precisou intensificar a produção, contratando emergencialmente." Na rede de hipermercados Big, do grupo Wal-Mart, as vendas da primeira semana de março, em comparação com igual período de 2008, cresceram 10% na categoria de sobremesas geladas.

A gerente da Gelateria Freddo, Flávia Pauluk, estima crescimento de 30% no movimento, desde o último domingo, nas três lojas da capital. De acordo com Ricardo Cotovicz, sócio da rede de sorveterias D’vicz, o segmento depende do calor intenso por vários dias. "As pessoas são estimuladas a consumir depois de três ou quatro dias quentes. Se tem um dia de tempo ruim, quebra o ciclo", comenta, torcendo para que a previsão de chuva para o fim de semana não se confirme.

Sanepar

As temperaturas recordes registradas na primeira semana do mês fizeram disparar o consumo de água no Paraná. Em Maringá, o consumo diário de 73 milhões subiu para 78 milhões de litros, com pico de 83 milhões na quinta-feira. O volume é quase a capacidade total de produção do sistema da cidade, de 90 milhões de litros por dia.

Na região metropolitana de Curitiba, foram consumidos 683 milhões de litros de água por dia na primeira semana de março. O volume diário em janeiro era de 619 milhões de litros. A temperatura de 31,8°C registrada na segunda-feira foi a mais alta do ano na capital. Neste dia o consumo atingiu o pico, 13% superior à média diária registrada nos dois primeiros meses do ano. Foram distribuídos 702 milhões de litros de água, equivalente a 30 piscinas olímpicas cheias.

A Sanepar informou que não há risco de desabastecimento, pois as quatro barragens que servem de reserva para a grande Curitiba estão cheias, acumulando 150 bilhões de litros de água. "Esse volume é suficiente para abastecer a região por 200 dias de estiagem rigorosa", garantiu Paulo Raffo, gerente de produção da empresa.

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