i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Chacina em Guaíra

Dupla confessa participação no massacre

Polícia procura agora por terceiro homem, que também teria sido um dos executores

  • PorLuiz Sonda, correspondente
  • 22/10/2008 21:02
Ademar e Jair, escoltados por agentes da Denarc: confissão e versões divergentes nos depoimentos sobre o crime | César Machado/Vale Press
Ademar e Jair, escoltados por agentes da Denarc: confissão e versões divergentes nos depoimentos sobre o crime| Foto: César Machado/Vale Press

Crime foi planejado sexta-feira

Ademar disse em depoimento que a chacina foi planejada na noite de sexta-feira, 19 de setembro, na casa de Jair, com a presença deles e de "João". "Mas não era para ter morrido tanta gente: era só para matar uns dois ou três caras, aqueles que mataram o enteado do Jair", contou. Depois, os três beberam muito na sexta e no sábado. "No domingo descansamos para poder fazer o serviço na segunda", continuou. Na madrugada de segunda, o trio foi a pé, carregando as armas – uma espingarda calibre 12, uma carabina 38 e uma pistola 357 – até a chácara de Jocemar Alves Soares, o Polaco. O primeiro a ser morto, por volta das 8h30, foi o filho de Polaco, Mizael Soares, de 16 anos. "Ele não quis mostrar onde estavam escondidas as armas", alegou. A partir daí, começou a seqüência de mortes. As últimas duas vítimas estavam no caminho de fuga para o Paraguai, onde o trio ficou seis dias. (LS)

Cascavel - Um forte esquema de segurança foi montado ontem à tarde na sede da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) em Cascavel, Região Oeste do estado, para a acareação entre dois dos principais suspeitos de serem os executores da maior chacina da história do Paraná. Policiais fortemente armados e vestindo capuzes puseram frente a frente Jair Correia, de 52 anos, e Ademar Fernando Luiz, 27.

Ademar foi preso na manhã de terça-feira, 21, em Lucas do Rio Verde (MT) e transferido para Cascavel na mesma noite. Jair Correia foi capturado no dia 15, em Rosana (SP), permaneceu preso em Curitiba e ontem foi levado para Cascavel. O delegado Carlos Reis, que chefiou as investigações que levaram à prisão da dupla, informou que tanto Jair como Ademar confirmaram a participação na chacina, mas que alguns pontos nos depoimentos não batem. "O Jair, por exemplo, já assumiu que foi o responsável pela morte de seis pessoas e disse que as outras nove foram executadas pelo Ademar e por um terceiro homem, que ele não lembra o nome", revela Reis. Já Ademar, explica o delegado, afirma que não matou ninguém, que esteve no local da chacina apenas para dar apoio a Jair e ao outro homem, a quem ele se refere apenas como "João".

Reconstituição

Ainda nesta semana Jair Correia e Ademar Fernando Luiz devem voltar ao local onde aconteceu a chacina, uma chácara na periferia de Guaíra, para participar da reconstituição da cena do crime. "Isso é necessário para que o Ministério Público tenha todos os instrumentos legais para apresentar a denúncia contra os acusados", explicou o promotor Andrade.

A confirmação da reconstituição depende de questões de segurança e também da presença dos peritos do Instituto de Criminalística de Umuarama. "Assim que os detalhes forem acertados, faremos a reconstituição", explicou o promotor. A polícia também procura pelas armas usadas na chacina, que são provas importantes para o inquérito. "Ainda não temos as armas", disse o delegado-chefe do Denarc, Sergio Sirino.

Sobre o terceiro suspeito, Sirino informou que as investigações prosseguem e que é possível que até o próximo domingo ele seja preso. Além do trio, outras duas pessoas estão com a prisão preventiva decretada por participação nos crimes.

200 anos de cadeia

O promotor de Justiça Marcos Andrade disse que pretende apresentar denúncia até o dia 15 de novembro, quando termina o prazo da prisão temporária de Jair Correia. Ele adiantou que vai pedir 200 anos de condenação para os acusados.

A preocupação dos policiais agora é com a segurança dos dois presos. Segundo o promotor, a maioria das pessoas que foi morta na chacina tinha envolvimento com o crime organizado e fazia parte de facções criminosas, por isso existe a preocupação com uma possível vingança por parte de outros presos. "Eles serão levados para um presídio de segurança máxima", explicou.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.