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Agora é oficial. O Ministério da Educação (MEC) confirmou ontem que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá apenas uma edição em 2012, nos dias 3 e 4 de novembro. No ano passado o Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep) anunciou que a partir deste ano haveria duas edições da prova – a primeira em abril e a segunda provavelmente em outubro – mas os planos foram cancelados. O ministério solicitou um levantamento à empresa que faz a gestão de risco do Enem e a conclusão foi que duas edições em 2012 sobrecarregariam a estrutura logística do exame. O diagnóstico foi feito depois de consultar todas as entidades envolvidas na organização da prova: o consórcio Cespe-Cesgranrio, os Correios e a gráfica responsável pela impressão dos materiais.

Na quinta-feira, o ministro Fernando Haddad já havia afirmado que a decisão judicial que determinou o acesso de todos os candidatos à redação do Enem de 2011 dificultava ainda mais a possibilidade da realização de dois exames, como estava inicialmente previsto.

Liminar

Na terça-feira, a Justiça Fede­­ral acatou o pedido da Pro­­curadoria e concedeu liminar obrigando o ministério e o Inep, órgão responsável pelo Enem, a fornecerem acesso à prova de redação e ao espelho de correção para todos os 4 milhões de candidatos do último exame. On­­tem, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou recurso pe­­dindo a suspensão da liminar da Justiça do Ceará.

O ministro, que vai deixar o cargo na próxima terça-feira para concorrer à prefeitura de São Paulo, reforçou que não há condições técnicas atualmente para oferecer a redação para todos os candidatos. "O coroamento do Enem passa por duas edições no ano e nós sabemos disso desde 2009. Mas não podemos colocar a máquina em fadiga, sobretudo com essas novas exigências que estão sendo feitas pelo Ministério Público", disse o ministro.

Haddad criticou o fato de que as exigências feitas ao Enem não se repetirem em nenhum outro vestibular e chegou a levantar a hipótese de que as ações contra o exame sejam políticas. "Dá quase a impressão de que é uma questão ideológica que está por trás e não uma questão técnica séria. Será que é isso?". Ele também considerou que a decisão da Justiça Federal do Ceará "desconsiderou" outra de um juiz de Brasília que homologou um termo entre o ministério e o Ministério Público do Distrito Federal.

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