i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Goiás

Família de um dos jovens desaparecidos em Luziânia é vitima de extorsão

As ligações surgiram após a família divulgar o telefone em um cartaz. Polícia Civil de Goiás suspeitou de extorsão e prendeu uma mulher

  • PorG1/Globo.com
  • 11/02/2010 10:21

Uma mulher de 39 anos foi presa em Itapoã, cidade próxima a Brasília, na terça-feira (9), tentando extorquir a família de um dos meninos desaparecidos em Luziânia (GO). A mulher morava no Gama, município do entorno da capital, mas foi presa em um salão de beleza de Itapoã, que fica a cerca de 80 Km do local do desaparecimento do adolescente.

O primeiro contato com a família do rapaz foi feito no dia 12 de janeiro, enquanto a irmã do jovem desaparecido rezava em um altar improvisado, montado na cozinha da casa. Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16 anos, estava desaparecido havia oito dias, e a mensagem no celular renovou as esperanças dos familiares. "Tive mais esperança, porque até então eu não tinha nenhuma notícia dele", relatou Maria Cristiane Azevedo, irmã do rapaz.

A família havia divulgado o número do celular da irmã de Paulo Victor em um cartaz, deixado na rodoviária do Plano Piloto, área central de Brasília, o que levantou a hipótese de extorsão pela Polícia. Na primeira mensagem, a suspeita achou que estava em contato com a mãe de Paulo Victor e pediu R$ 650 para soltar o menino.

Na segunda mensagem, a mulher confirmou que o jovem estava vivo e deu o número de uma conta bancária, aberta em Barreiras (BA). O valor seria depositado para o pagamento de uma dívida. Nas mensagens seguintes, ela se diz amiga da família e pede que o pagamento seja feito. Por fim, elogia o rapaz e deseja boa sorte.

"Às vezes ela ria, falava que era pra ter calma, que ele iria aparecer, essas coisas" conta a irmã de Paulo Victor.

Por vários dias, a família manteve contato com a suspeita. Ela disse que Paulo Victor estaria trabalhando em uma horta, na região de Ponte Alta, no Gama.

A irmã do rapaz ainda afirma que chegou a pedir para falar com o adolescente, para checar se Paulo Victor estaria mesmo com a mulher, mas não obteve sucesso. No desespero por notícias do filho, a mãe do jovem, Sônia Vieira de Azevedo chegou a depositar R$ 50 na conta indicada pela mulher. "Ela falava que ele não estava lá, no momento", disse Maria Cristiane.

Nas mensagens, a mulher cita outras pessoas que estariam envolvidas num suposto sequestro. Ela também ameaçou levar Paulo Victor para São Paulo, caso a família não fizesse o pagamento. A Polícia prendeu a suspeita nesta terça-feira (9).

"Ela está com prisão temporária de cinco dias. Mas será indiciada em inquérito policial próprio por prática de crime de extorsão", disse o chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil de Goiás, Josuemar Vaz de Oliveira, que assumiu as investigações.

Para a mãe de Paulo Victor, a prisão da mulher é uma angústia a menos. "Agora, a gente está mais tranquila e estamos acreditando que as coisas estão andando", afirma Sônia Vieira de Oliveira.

Nesta quinta, as mães de Luziânia serão ouvidas na comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e a CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes aprovou o requerimento para ouvir o Ministro da Justiça sobre as ações da Polícia Federal nas investigações do caso.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.