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Prisão domiciliar

Filha de Clezão pede para visitar Bolsonaro: “fechamento de ciclo afetivo”

Luíza Cunha alegou necessidade emocional e se comprometeu a cumprir regras impostas por Moraes.
Luíza Cunha alegou necessidade emocional e se comprometeu a cumprir regras impostas por Moraes. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

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A filha de Clériston Pereira da Cunha, o "Clezão", pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua casa. O pedido é desta quarta-feira (5). Nele, Luíza Cunha alega que a visita é parte de sua recuperação emocional e pede que Moraes abra uma exceção à suspensão do direito de visitas por 30 dias.

"A perda trágica e inesperada do genitor deixou na Requerente marcas profundas, resultando em um processo de luto complexo e de difícil assimilação emocional. Como etapa indispensável para o seu acompanhamento terapêutico e fechamento de ciclo afetivo, a requerente nutre o desejo de realizar uma única e breve visita ao ex-Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, pessoa por quem seu falecido pai nutria admiração", justifica.

Ana Luíza lembra que não é investigada nem foi condenada pelos inquéritos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, a pré-candidata a deputada distrital pelo PL se compromete a "não emitir qualquer declaração política, panfletária ou ideológica antes, durante ou após a realização da visita", além de não conceder entrevistas e não comentar sobre o tema em suas redes sociais.

Atualmente, Bolsonaro não pode receber nenhuma visita por 30 dias. Já o filho mais velho e advogado de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ficará afastado do pai por 90 dias, até depois do primeiro turno. A restrição gerou resposta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas Moraes não voltou atrás, apontando para a quantidade de membros da banca que podem substituir o parlamentar nas visitas da defesa.

Clezão tornou-se, para a direita, um dos símbolos de que Moraes estaria cometendo violações de direitos humanos contra os presos de 8 de Janeiro. Preso preventivamente, ele obteve um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que respondesse em liberdade. Antes da análise de Moraes, no entanto, foi vítima de uma parada cardiorrespiratória e morreu em 20 de novembro de 2023, sob a custódia do Complexo Penitenciário da Papuda.

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