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Repercussão

Flávio critica Moraes por proibir abraço entre Bolsonaro e filhos no Dia dos Pais

Flávio Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes após o STF negar a visita dele e dos irmãos a Bolsonaro no Dia dos Pais. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido para que ele e os irmãos visitassem o ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (9), data em que é celebrado o Dia dos Pais.

“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, publicou Flávio no X.

Ao rejeitar a solicitação apresentada pela defesa, Moraes afirmou que a decisão está alinhada às medidas cautelares impostas anteriormente ao ex-presidente. Em despacho de 17 de julho, o ministro suspendeu por 30 dias as visitas a Bolsonaro, mantendo autorização apenas para profissionais de saúde responsáveis por seu acompanhamento médico e para seus advogados. Além disso, determinou a proibição de visitas com caráter político-eleitoral por 90 dias.

A restrição foi adotada após a divulgação de uma carta do ex-presidente direcionada aos brasileiros e compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro. Segundo Moraes, a manifestação contrariou as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

Enquanto Bolsonaro fica sem visita, 1,5 mil presos fazem “saidão”

Enquanto Moraes negou o pedido para que os filhos visitassem Jair Bolsonaro no Dia dos Pais, mais de 1,5 mil detentos foram beneficiados pela saída temporária concedida pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape).

Conhecido como "saidão", o benefício começou na quinta-feira (6) e segue até segunda-feira (10). Ao todo, 1.520 presos foram autorizados a deixar temporariamente as unidades prisionais, dos quais 58 são mulheres. Trata-se da quinta saída temporária concedida em 2026.

Ao solicitar a autorização para a visita familiar, a defesa de Bolsonaro argumentou ao STF que o pedido tinha caráter estritamente humanitário e familiar. Segundo os advogados, o objetivo era preservar os vínculos afetivos e a convivência entre pai e filhos em uma data simbólica, sem qualquer finalidade política ou eleitoral.

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