A ministra francesa de Ecologia, Desenvolvimento Sustentável e Energia, Segolene Royal (direita), apresenta um dos selos anti-poluição que serão exigidos dos carros para circular em Paris.| Foto: PATRICK KOVARIK/AFP

Os veículos que circularem em Paris deverão exibir, a partir desta segunda-feira (16), um adesivo anti-poluição, uma medida que se soma ao arsenal que algumas capitais europeias estão adotando contra as emissões de partículas nocivas. Todos os veículos, inclusive os de duas rodas ou os com placa estrangeira, deverão ter o selo, que indicará seu nível de emissões (óxidos de nitrogênio, partículas) – do verde para os mais “limpos” ao cinza para os mais poluentes.

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O dispositivo busca proibir a circulação dos veículos mais poluentes durante picos de poluição, que se multiplicaram nos últimos meses em Paris. A capital francesa “melhora a qualidade do ar ao reduzir as emissões de partículas provenientes do tráfego automóvel”, disse em comunicado a cidade cuja prefeita socialista, Anne Hidalgo, fez da luta contra a poluição do ar uma prioridade.

A prefeitura quer reduzir à metade o número de automóveis na capital francesa, onde 600 mil veículos circulam diariamente, e proibir o diesel até 2020. Em setembro de 2015, Paris proibiu a circulação de caminhões, ônibus e carros anteriores a 2001. Desde então, outras cidades francesas seguiram seus passos.

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Desde meados do ano passado, algumas categorias de veículos particulares também deixaram de poder circular durante a semana, como os que têm mais de 20 anos. Durante os episódios de poluição, o sistema de rodízio aplicado até agora - que autoriza só os veículos com placas par ou ímpar a circularem durante determinados dias -, será substituído pelo de circulação diferenciada. “Os veículos menos poluentes poderão continuar circulando, enquanto que os outros deverão ficar na garagem”, afirma Christophe Najdovski, vice-secretário de Transportes de Paris.

Como vão funcionar os selos anti-poluição

Para os veículos particulares, haverá seis categorias de adesivos: verde para “zero emissões” (veículos elétricos ou à hidrogênio), e outras cores que representam os níveis de poluição de 1 a 5, como violeta (1) para veículos à gasolina ou cinza (5) para os à diesel.

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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 2,5 milhões de selos já foram encomendados. As autoridades aplicarão certa permissividade durante alguns meses, durante os quais os controles serão “pedagógicos”. Após esse período, serão impostas multas de entre 68 e 135 euros, segundo as categorias dos veículos.

Oslo proíbe veículos a diesel para conter poluição

Oslo,a Noruega, proibirá nesta terça-feira (17) a circulação de veículos a diesel na cidade para conter um pico de poluição do ar, uma medida que causou polêmica entre os motoristas, que há alguns anos foram incentivados a comprar este tipo de automóveis.

A proibição, que será implantada nas vias municipais mas não nos grandes eixos nacionais que atravessam a capital norueguesa, deve ser mantida até quinta-feira, quando se espera que melhorem as condições atmosféricas, anunciou a prefeitura de Oslo no domingo à noite.

Aqueles que não respeitarem a proibição poderão ser multados em até 1.500 coroas (166 euros).

É a primeira vez que Oslo adota esta proibição, decidida em fevereiro de 2016 pela maioria municipal, que agrupa trabalhistas e ecologistas. Apesar de emitirem menos dióxido de carbono (CO2), os motores a diesel expulsam muito mais dióxido de nitrogênio (NO2).

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O anúncio provocou indignação em alguns motoristas, que em 2006 foram estimulados pelas autoridades norueguesas a optar pelos motores a diesel, que nesse momento eram considerados menos prejudiciais ao meio ambiente que os a gasolina.