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Governo do PR mantém decisão de descontar dias parados de professores grevistas

  • Euclides Lucas Garcia e Durval Ramos, especial para a Gazeta do Povo
Ato desta quarta em Curitiba | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Ato desta quarta em Curitiba Henry Milleo/Gazeta do Povo
 
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Professores da rede estadual e o governo do Paraná se reuniram na tentativa de encontrar uma saída para a greve da categoria iniciada nesta quarta-feira (15) por tempo indeterminado. No encontro no Palácio Iguaçu, o Executivo pela primeira vez se mostrou disposto a rever casos pontuais decorrentes do novo critério de distribuição de aulas. Mas se manteve irredutível em descontar os dias parados de quem aderir à paralisação. Os docentes devem convocar uma assembleia da categoria para o próximo sábado (18), quando decidirão o futuro do movimento.

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Já descontentes com a revogação da data-base de janeiro e o atraso no pagamento de promoções e progressões, os professores se revoltaram no início do ano com a redução da hora-atividade – período fora da sala destinado ao planejamento de aulas – e alteração nos critérios para definir quem assume as aulas extraordinárias. Por isso, decidiram entrar em greve a partir desta quarta, sem prazo para voltar ao trabalho.

A representantes da APP-Sindicato, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, fez um apelo pelo fim da greve e disse que não há como avançar na pauta da categoria diante de todos os progressos que ocorreram desde 2011. Ele ainda ressaltou que o dia parado nesta quarta não seria descontado do salário dos professores, desde que eles voltassem ao trabalho imediatamente. “O governo não aceita greve por tempo indeterminado, e os pais não concordam em pagar carga tributária tão alta e não contar com seus filhos em sala de aula”, afirmou.

Para amenizar o embate, Rossoni ofereceu uma antecipação do primeiro pagamento de promoções e progressões atrasadas, previsto apenas para julho, e a reabertura do debate sobre a resolução que estabeleceu novos critérios para a distribuição de aulas extraordinárias. De acordo com o texto, professores com maior número de dias em exercício da sala de aula nos últimos cinco anos tiveram prioridade para lecionar as aulas remanescentes, o que gerou uma série de transtornos.

Posição da APP

Diante da nova postura do governo, a APP cogita convocar uma assembleia da categoria para o próximo sábado para deliberar sobre a continuidade ou não da paralisação. Antes disso, por questões formais para realização desse tipo de encontro, segue a greve.

Segundo Luiz Fernando Rodrigues, secretário de Comunicação da entidade, apesar de não verem novidades no pagamento de promoções e progressões já em atraso, os professores consideraram positiva a sinalização do governo de retomar o tema distribuição de aulas extras. “Muito professores foram prejudicados com essas novas regras e é de extrema importância revermos esse assunto.”

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