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O Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, suspenderá, a partir desta quarta-feira (4), cirurgias eletivas, consultas e exames. Com o pagamento de funcionários em atraso, o estabelecimento não tem condições de prestar todos os serviços.

A decisão consta em um comunicado interno assinado por diretores do hospital, cujo teor tornou-se público e foi debatido na terça-feira (3) na Câmara de Vereadores. Conforme o comunicado, os serviços serão retomados no dia 13 de janeiro de 2014.

Entre os exames que deixarão de ser feitos estão os de endoscopia, ultrassonografia e colonoscopia. A estratégia de suspender os serviços visa evitar o fechamento do pronto-socorro.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) já está ciente dos problemas e fará uma fiscalização no hospital. A diretora do órgão em Foz, Marta Boger, diz que além dos salários dos médicos, em atraso há dois meses, a Fundação Municipal, responsável pela administração do hospital desde o dia 19 de junho, não fez o registro obrigatório junto ao CRM. Há também denúncias de falta de material e medicamentos. "Quem sofre é a população", diz a médica.

Ainda segundo Marta, o hospital não apresentou o relatório do último trimestre ao Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná – Hospsus. A falta do relatório impede o estabelecimento de receber repasses. Ainda segundo o CRM, o corpo clínico do hospital ainda não foi eleito. Repasses

Segundo a prefeitura de Foz do Iguaçu, os problemas do hospital devem-se à falta de recursos. O governo do estado não teria repassado dinheiro para o estabelecimento. A dívida da prefeitura com a Fundação chega a quase R$ 5 milhões.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, via assessoria de imprensa, que não há atraso no repasse de verbas. O governo se comprometeu a enviar R$ 15 milhões ao hospital este ano e, desse total, R$ 9 milhões já foram destinados. Outros R$ 2 milhões entraram nesta terça no caixa do hospital.

Em nota à imprensa, a diretoria do hospital informou que está fazendo esforços para contornar a situação. Com o mais recente repasse feito pelo governo, serão pagos os salários atrasados de funcionários e médicos, o que afasta o risco de fechamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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