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Insegurança

Inverno esfria turismo e aquece criminalidade

Assustada com os índices de furtos, população litorânea pede mais segurança na baixa temporada. Autoridades afirmam que policiamento é satisfatório

  • PorHeliberton Cesca, especial para a Gazeta do Povo
  • 07/09/2009 21:10
Diógenes se viu obrigado a pagar pelo resgate do seu laptop para não ver perdido todo o trabalho de conclusão de curso | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Diógenes se viu obrigado a pagar pelo resgate do seu laptop para não ver perdido todo o trabalho de conclusão de curso| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Operação Verão está planejada

O inverno ainda não acabou, mas o planejamento da próxima Operação Verão da Polícia Militar já está pronto. Os detalhes ainda não foram acertados e estão sendo negociados com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, informa o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, major Flávio José Correia. Ele explica que a operação, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, irá se concentrar nas cidades que recebem o maior número de turistas: Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, como nos anos anteriores.

O major lembra que os dados do geoprocessamento levantados na temporada passada pela Secretaria de Segurança irão nortear o policiamento. A quantidade de homens para reforçar a estrutura policial no verão ainda não está definida. A Operação Verão está prevista para começar na metade de dezembro deste ano e só deve terminar depois do carnaval, no fim de fevereiro do ano que vem. (HC)

Aluno paga R$ 400 para reaver laptop

Quatro anos de informações perdidas em uma noite. Todos os detalhes da monografia de conclusão do curso de Oceanografia do catarinense Diógenes Magno Laube foram levados por um adolescente que no mês passado furtou o laptop de dentro do quarto dele no balneário de Pontal do Sul. Para garantir a apresentação do trabalho em dezembro deste ano, Diógenes passou 36 horas atrás do ladrão e, depois de encontrá-lo, precisou desembolsar R$ 400 para recuperar o computador. "O pior foi descobrir que foi trocado por duas pedras de crack, o equivalente a R$ 20", diz o estudante.

No dia seguinte, foi com três amigos à casa de um adolescente chamado Turuca. Como não conseguiu falar com ninguém, se dirigiu a um mercado em Pontal do Sul, onde esperava encontrar ajuda. Algumas pessoas se dispuseram a localizar o aparelho, mas quem realmente o achou foi um ex-segurança particular que conhecia os traficantes da região. Depois do resgate pago, a monografia sobre a erosão costeira do Pontal 2 está garantida. "Eu tinha dados de topografia, planilhas, artigos e imagens georreferenciadas no computador", conta o aluno.

A polícia chegou a ser chamada e o boletim de ocorrência registrado, mas de nada adiantou. "Eu me senti frustrado. A sensação é de incompetência, indignação", desabafa. (HC)

Pontal do Paraná se tornou um dos municípios do litoral paranaense mais visados por assaltantes na baixa temporada. No balneário de Pontal do Sul, por exemplo, os furtos não se dão apenas em casas de veraneio vazias, como nas demais regiões praianas, mas também nas residências ocupadas por estudantes e professores do Centro de Estudos do Mar (CEM), da Uni­versidade Federal do Paraná. Além da população universitária, a presença constante de tu­­ristas no ponto de embarque pa­­ra a Ilha do Mel também atrai bandidos.

De acordo com a população local, a falta de trabalho para os jovens e os índices de dependência química agravam o problema. Não é difícil encontrar na cidade quem já tenha sofrido al­­gum tipo de furto ou tenha ouvido alguma história a respeito. Os assaltantes não abordam os mo­­radores e visitantes nas ruas, mas se aproveitam de portas e janelas abertas para entrar nas casas, furtar e revender os produtos pa­­ra atravessadores e traficantes de Pontal.

A estudante de Oceanografia do CEM Mariana Gutierrez teve a casa assaltada três vezes desde que se instalou no município para cursar a universidade. "Na primeira vez, levaram walkman e roupa. Na segunda, uma tevê, xampu e cosméticos. Na terceira, em maio deste ano, levaram roupas, brincos e cremes", conta. Ela chegou a abandonar a casa de veraneio da família em Pontal do Sul e foi morar em um pequeno apartamento de aluguel com outras pessoas, em busca de mais segurança. "O problema é que tudo mundo sabe quem faz os furtos, mas ninguém toma providência", desabafa.

O delegado José Antônio Zuba de Oliveira discorda e garante que o grupo de cinco adolescentes responsáveis pelos furtos na cidade – liderados por um garoto de 17 anos, conhecido como Toruca – foi apreendido e está em Curitiba. "A gente tem de provar para o Judiciário que é me­­lhor para a segurança retirar al­­guns adolescentes das ruas", defende. Toruca, por exemplo, foi apreendido cinco vezes num período de quatro meses e só de­­pois de o delegado levantar todo o histórico é que um juiz aceitou assinar o pedido de retenção do rapaz.

A decisão de enviar para os grandes centros os jovens em conflito com a lei é questionada por agentes ligados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para eles, cada cidade de­­ve desenvolver programas de atendimento e ressocialização, fazendo sua parte na reinserção juvenil. O estudante Diógenes Magno Laube, que teve um notebook furtado (leia matéria ao lado), diz que já faz parte da re­­cepção dos calouros de Oceano­grafia avisar sobre o perigo de furtos no inverno. "Não adianta aumentar o policiamento na Operação Verão. Nós precisamos de segurança no inverno", salienta.

Estrutura policial

Apenas quatro policiais militares trabalham nas ruas de Pontal do Paraná fora da temporada de verão. Eles são responsáveis por uma população de cerca de 18 mil pessoas, distribuídas ao longo da costa, com centenas de ca­­sas de veraneio vazias. O major Flávio José Correia não acredita que o contingente seja pequeno. Para ele, é suficiente. "O trabalho é feito em conjunto com a pre­­feitura e atuamos com inteligência nos horários e locais mais visados. Damos conta", afirma.

O delegado José Antônio Zu­­ba de Oliveira também não considera pequeno o efetivo, mas reclama por ter de colocar policiais civis, com formação de investigadores, para cuidar e transportar presos. "Os policiais aqui são abnegados. Fazem o trabalho de investigação no horário de folga", revela. A Polícia Civil tem uma delegacia em Ipanema e um prédio com carceragem em Praia de Leste, que abriga 25 detentos.

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