Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Lei sancionada

Lei em SC permite que pais proíbam filhos de participar de atividades sobre gênero nas escolas

Jorginho Mello
Jorginho Mello sancionou lei que proibia cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina na semana passada. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) sancionou no dia 1º de abril a lei estadual nº 19.776, que obriga a escolas públicas e privadas do estado pedirem uma autorização de pais e responsáveis (por escrito e firmada) para a participação de crianças e adolescentes em atividades escolares "ligadas a gênero". A lei foi publicada na segunda-feira (6) no Diário Oficial do estado.

A escola precisa comunicar aos pais e, se falhar, em casos de reincidência a escola está sujeita a multas de até R$ 10 mil por aluno e, no limite, pode ser fechada. Os pais podem vedar a participação dos filhos nas chamadas “atividades pedagógicas de gênero”, que incluem qualquer abordagem escolar a respeito de "identidade de gênero, orientação sexual, igualdade de gênero" e "temas correlatos" nas formas de projetos, debates, palestras e conteúdos em sala de aula.

Segundo o texto da lei, a escola não deve se limitar a informar, mas precisa da decisão explícita dos pais para que a criança participe ou não. Leis federais, especificamente a de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9.394/1996) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990) impõem que as escolas informem aos pais sobre o currículo e as atividades, sem a exigência de uma autorização prévia de conteúdo.

O governo de Santa Catarina tem promulgado leis que colocam o estado na contramão de pautas ligadas à esquerda. Em janeiro, Jorginho proibiu cotas raciais nas universidades do estado. A lei foi derrubada por liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda será votada pelo colegiado.

PSOL contesta lei

O partido PSOL-SC e o “Instituto Mães do Amor” acionaram o Tribunal de Justiça contra a lei, alegando que, na prática, “institucionaliza o preconceito”. Segundo a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta, assinada pelos advogados Rodrigo Sartoti, Rosane Martins, Roberto Whölke e Fernando Monguilhott "no afã de, supostamente, proteger crianças e adolescentes, a lei em debate acaba por violar os direitos humanos dessas pessoas".

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.