Empresas pedem mudança na gestão da Urbs

Representantes das 18 empresas de ônibus que atuam na Região Metropolitana de Curitiba (associação Metrocard) se reuniram na tarde desta sexta-feira (17) para discutir o imbróglio no repasse do subsídio dos últimos dois meses da Urbs para as prestadoras do serviço. O grupo de empresas, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que foi elaborado um ofício e o documento será enviado para a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec).

O documento aponta que a administração dessas empresas está ameaçada por conta das "ameaças permanentes de suspensão de pagamentos, o que está acontecendo desde outubro de 2013".

O grupo de empresários afirma ainda que o grupo vai trabalhar para mudar a forma de gerenciamento do transporte coletivo na região. "Insistimos numa nova concepção de gerenciadora, que seja independente de qualquer prefeitura, que atue de forma técnica e imparcial, pois somente assim, teremos a continuidade do sistema atual e seu desenvolvimento assegurado por questões técnicas e operacionais, sem benefício para algum município em detrimento aos demais", diz o documento.

A Justiça do Paraná determinou nesta sexta-feira (17) que a Urbanização de Curitiba (Urbs) volte a realizar imediatamente o pagamento às empresas de ônibus que realizam o transporte de passageiros nos 13 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. O pagamento estava suspenso desde a quarta-feira (15). A ação foi impetrada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Público (Setransp).

O juiz Roger Vinicius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública, Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, entendeu que, mesmo que os repasses do governo do estado não tivessem sido realizados, eles representam apenas 6% de todo o custo da RIT (Rede Integrada de Transporte), composta por consórcios urbanos e empresas metropolitanas integradas.

A preocupação era que os usuários dos ônibus metropolitanos fossem prejudicados a partir da próxima segunda-feira, data de pagamento do adiantamento do salário dos funcionários. Segundo uma fonte ligada às empresas, algumas delas operam no limite de caixa e, com a suspensão do repasse, não poderiam pagar os funcionários.

O Setransp afirma que a decisão da Justiça precisa ser cumprida imediatamente, para evitar uma possível greve de funcionários. A preocupação é que as empresas agora recebam o repasse em tempo hábil para que os vales dos funcionários sejam pagos. O grande entrave, segundo o sindicato, são os prazos de compensação e conciliação bancária.

Procurada, a Urbs ainda não havia se posicionado sobre a decisão da Justiça até as 18 horas.

Entenda

O motivo da suspensão, de acordo com a Urbs, é a inadimplência do estado, responsável pelo transporte intermunicipal, que repassa mensalmente um subsídio de R$ 5 milhões à Urbs. O presidente da empresa, Roberto Gregório, diz que até o momento são duas parcelas atrasadas – vencidas nos dias 10 de dezembro e janeiro – totalizando R$ 10 milhões.

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