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Foi revogado nesta quarta-feira (4) o pedido de prisão de Adriana Almeida, viúva de René Sena, milionário assassinado em 2007. Segundo o Tribunal de Justiça, os advogados da viúva apresentaram ao juiz Marcelo Chaves Espíndola, da 2ª Vara de Rio Bonito, o endereço onde Adriana se encontra.

Adriana se apresentou nesta quarta-feira ao juízo e informou, por meio de petição apresentada pelo seu advogado, mais dois endereços onde poderá ser localizada, o que levou à reconsideração da decisão anterior.

Para advogado, um mal-entendido

"Ela está chocada. Não está foragida", disse o advogado Jackson Rodrigues, antes da revogação da prisão.

Segundo ele, o que houve foi um mal-entendido, já que o documento com endereços complementares da viúva foi protocolado por ele na Justiça um dia antes de decretada a prisão dela.

Adriana, segundo Jackson, estava em seu apartamento em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e voltou à fazenda, em Lavras, no município de Rio Bonito, na Baixada Litorânea fluminense, assim que soube da decretação da prisão. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a viúva não é considerada foragida porque o mandado não chegou a ser expedido.

O episódio que levou à decisão da juíza Roberta dos Santos Braga Costa, segundo Jackson, começou quando foi feito um pedido à justiça para que parte dos bens bloqueados do inventário de Renné fosse liberada para o conserto de um equipamento na fazenda.

"Quando o oficial de justiça foi lá verificar, não tinha ninguém em casa. O advogado da filha do Renné, que é também assistente de acusação do processo criminal, foi à juíza dizer que ela não podia ser encontrada. Ela mandou um outro oficial lá, e ela também não estava lá. Então, foi decretada a prisão", explicou Jackson.

O pedido de prisão

No decreto, a juíza afirma que, após várias diligências em dias e horários diferentes, oficiais de justiça não conseguiram encontrar a ex-cabeleireira em nenhum dos endereços indicados. "A ré encontra-se em local incerto e não sabido, fato amplamente comprovado", diz o documento.

Com o pedido de revogação da prisão, Jackson pretende comprovar que Adriana tem endereço fixo e não tem intenção de fugir.

Solta em junho de 2008

Adriana ficou presa durante mais de um ano, acusada de ser a mandante da morte do marido. Ela foi solta em junho do ano passado e voltou a prestar depoimento à Justiça no início deste ano.

Acusados de cúmplices, Anderson Souza e Ednei Gonçalves foram condenados a 18 anos de prisão por participação no crime.

Além de Adriana, sua amiga Janaína de Oliveira, que é mulher de Anderson, Ronaldo Amaral de Oliveira e Marco Antônio Vicente ainda não foram julgados e respondem ao processo em liberdade.

Como foi o crime

Renné Senna, ex-trabalhador rural, ganhou R$ 52 milhões em um sorteio da Mega-Sena em 2005. Ele foi assassinado a tiros em janeiro de 2007 na porta de um bar em Rio Bonito, Baixada Litorânea do Rio.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi encomendado pela viúva do milionário, Adriana Ferreira Almeida, e teria envolvido mais três pessoas: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira, mulher de Anderson de Souza, ex-segurança da fazenda, acusado de ser o autor dos disparos. Os três, porém, entraram com recursos e ainda não têm data prevista para serem julgados.

De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado pelo medo da viúva de perder os 50% da fortuna do milionário. Quatro dias antes do crime, Renné, em consulta habitual ao gerente do banco, descobriu que Adriana havia sacado R$ 300 mil da conta conjunta do casal para comprar uma cobertura em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. Durante as investigações, policiais chegaram até o motorista de van Robson de Andrade Oliveira, que admitiu ser amante de Adriana, além de informar que a ex-cabeleireira planejava ir morar com ele na tal cobertura.

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