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Uma licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que autoriza a instalação de um aterro sanitário em uma área de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, foi suspensa por uma liminar da juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse, da comarca local. A decisão judicial publicada na quinta-feira passada foi favorável à solicitação da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) por considerar a "possibilidade de danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde dos moradores do entorno da área".

A licença havia sido concedida à empresa Estre Ambiental S.A. em novembro deste ano. "A Justiça reconheceu que aquela área é imprópria. É uma área protegida, próxima do Rio Iguaçu, com área florestada e córregos", afirma a presidente da Amar, Lídia Lucaski. A área já tinha sido vistoriada em 2007 e o parecer técnico negava a implantação de um aterro no local. Procurado pela Gazeta do Povo, o presidente do IAP, Vítor Hugo Burko, disse que ainda não havia sido notificado da decisão judicial.

Caximba

Em outro caso, moradores da região da Caximba também tentam interromper as obras da prefeitura no aterro. Com o apoio da Aliança para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (Ade­com), eles entraram ontem com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça contra a liminar que permite atividades no local até novembro de 2010. "Esperamos que a justiça seja feita. Colocamos que o juiz foi induzido a erro e dados foram omitidos [para que a liminar fosse concedida]", afirma o presidente da Adecom, Jadir Silva de Lima. Caso a Justiça seja favorável ao mandado, Lima acredita que o Aterro da Caximba chega ao seu limite em janeiro.

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