O comando da Polícia Militar afirmou ontem que os responsáveis pela manifestação iniciada ontem "conhecem a lei" e sabem que terão de arcar com as consequências de suas condutas. Ou seja: haverá punição para aqueles que desrespeitarem a lei e promoverem paralisações dentro da corporação.

A informação foi dada pelo major Éveron Puchetti, porta-voz da PM. Ele deu uma entrevista coletiva no fim da noite para explicar a versão do comando sobre o aquartelamento. O major admitiu que o atendimento à população via telefone, pelo número 190, não estava normalizado totalmente até as 23 horas. E disse que em um dos batalhões da capital, o 13º, ainda havia "resistências".

"Não tenho dúvidas de que há um desencontro de informações. A PM está vivendo um momento histórico", disse Puchetti. "Existe uma proposta salarial bem divulgada. É um assunto que vinha sendo amadurecido há muito tempo pelo comando da PM, pela Secretaria de Segurança e por técnicos do governo", afirmou.

De acordo com o porta-voz, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, irá passar hoje de quartel em quartel fazendo novas explicações sobre o plano de reajuste salarial. "As resistências que ainda existem vão acabar com a explicação da proposta", afirmou.

Puchetti disse que policiais de outros batalhões haviam sido deslocados para atuar na área do 13º e criticou a postura dos PMs que organizam a manifestação. Ele disse que os policiais, quando entram na corporação, assumem um compromisso. "Quando o cidadão disca 190 ele precisa de atendimento. Existe um compromisso com a vida."

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