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Abastecimento

Mananciais distantes vão matar a sede de 4 milhões de pessoas

Até 2040, Sanepar vai buscar água de quatro novos pontos na Grande Curitiba. Barragem do Miringuava é aposta para aliviar a demanda

  • Katia Brembatti
O Sistema Cantareira chegou ontem a 15,9% da capacidade |
O Sistema Cantareira chegou ontem a 15,9% da capacidade
 
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Para matar a sede de 4 milhões de pessoas – população estimada para 2040 na Região Metropolitana de Curitiba – será necessário captar água em quatro novos pontos, cada vez mais distantes da capital. Os dados fazem parte do Plano Diretor de Abastecimento para a Grande Curitiba, elaborado a pedido da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), e estimam investimentos de mais de R$ 550 milhões nos próximos anos. Uma das maiores obras previstas é a construção da barragem no Rio Miringuava, em São José dos Pinhais. O manancial hoje fornece até 900 litros de água por segundo. Com a barragem concluída, a capacidade máxima será de 2 mil l/s.

INFOGRÁFICO: Veja a previsão de oferta de água em Curitiba até 2040

Captação

O estudo sobre mananciais possíveis começou em 2011 e custou R$ 1 milhão. O grupo de trabalho avaliou várias opções e concluiu que a ampliação da captação no Miringuava e a exploração de outros três pontos – poços em Campo Magro, barragem no Rio Faxinal, em Araucária, e a reserva do Aquífero Karst que aflora no Rio Capivari – seriam suficientes para assegurar que não faltará água. Hoje a capacidade de produção de água na região é de 10.452 litros por segundo. Em 2040, deverá chegar aos 13.765 l/s, aumentando a oferta em um terço.

O cenário para a RMC é diferente das dificuldades encontradas em outros grandes centros urbanos. São Paulo e Nova Iorque, por exemplo, foram captar água mais longe, mas precisaram recorrer a uma única fonte. Já a situação da Grande Curitiba não é de vasta disponibilidade. Assim, foi necessário recorrer a várias fontes menores. “Estamos em uma área de nascentes”, explica João Martinho Cleto Reis Junior, presidente interino da Sanepar. Pelo mesmo motivo, a empresa opta por fazer barragens, como a do Iraí.

Plano

O plano diretor considerou projeções de crescimento populacional, econômico e de consumo de água. O estudo leva em conta as áreas conurbadas, já que há uma interdependência que extrapola questões geográficas: nem sempre a cidade produz água suficiente para si mesma. Os recursos a serem investidos vêm de várias origens, como o PAC do Saneamento, BNDES e recursos próprios, e não inclui a estimativa de gastos com a expansão da rede distribuidora. Também não estão previstos gastos para coleta e tratamento de esgoto porque um estudo específico está sendo elaborado.

Paranasan

O investimento previsto pelo novo plano diretor da Sanepar não é o maior já feito na área de abastecimento na região. Entre 1998 e 2004, foram implantadas as obras do programa Paranasan, com 180 milhões de dólares, em valores da época, destinados para o sistema de água da RMC e Litoral.

Obras da barragem devem começar ainda em 2014

Uma área do tamanho de três parques Barigui deverá ser alagada, a cerca de 30 quilômetros do centro de Curitiba, para garantir um novo reservatório de água para os moradores de Curitiba e região metropolitana. A barragem do Rio Miringuava deve começar a ser construída ainda em 2014 e a previsão é de que esteja cheia nos próximos dois anos. Serão investidos R$ 87 milhões, sendo a metade para a barragem e o restante para cobrir despesas, como o pagamento de desapropriações a 150 donos de terras.

Para assegurar a qualidade do manancial, a Sanepar pretende promover um programa semelhante ao Cultivando Água Boa, da Usina de Itaipu, que incentiva a preservação das fontes de recursos hídricos. Não está descartado o chamado pagamento por serviços ambientais – ou seja, um bônus em dinheiro para quem cuida de nascentes que tem na propriedade.

Variação

Hoje o Miringuava já fornece água para as cidades da Grande Curitiba. Contudo, com a captação no leito, o sistema está sujeito às variações do fornecimento de água. A barragem deve funcionar como uma garantia constante do recurso e permitirá dobrar a capacidade captada. A crista da barragem terá 306 metros de comprimento e 26 metros de altura.

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