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Manifestação do Movimento do Passe Livre começou na Boca Maldita, no centro de Curitiba, com poucas pessoas | Antonio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Manifestação do Movimento do Passe Livre começou na Boca Maldita, no centro de Curitiba, com poucas pessoas| Foto: Antonio More/Agência de Notícias Gazeta do Povo
  • Apenas três manifestantes estiveram no local da manifestação até as 12h40 dessa quinta-feira (22)

Uma tentativa de invasão da Câmara Municipal de Curitiba por integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) terminou em confronto com agentes da Guarda Municipal no início da tarde desta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil, o enfrentamento terminou com um guarda ferido e cinco pessoas detidas por agressão.

Dos cinco detidos, três são ligados ao MPL, sendo dois menores de idade. Outro menor de idade, que a princípio não teria ligação com o movimento, também foi detido. Todos foram levados inicialmente para o primeiro 1.º Distrito Policial. Os adolescentes foram encaminhados à Delegacia do Adolescente.

Segundo o Inspetor da Guarda Municipal, Vilson Stempinhak, cerca de 15 integrantes do Movimento Passe Livre chegaram em frente à Câmara por volta das 14 horas. Três deles teriam entrado no saguão com correntes e tentaram acorrentar uma das catracas que levam ao interior do prédio.

A Guarda Municipal foi acionada e expulsou as três pessoas. Quando saíram do prédio, segundo Stempinhak, os outros manifestantes partiram para cima dos guardas. Um dos guardas levou um soco na boca e vai fazer exame de corpo delito.

Por causa do confronto, os guardas chamaram reforço. Eram quatro, no início, e depois vieram outros 15 oficiais. O número de guardas ficou maior que o de manifestantes. Depois da briga, os integrantes do MPL que não foram presos foram embora do local.

O presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV) comentou o episódio dizendo que a Câmara está aberta para qualquer pessoa, "desde que elas cumpram as regras".

Segundo integrantes do MPL, o objetivo da ação na Câmara era barrar as duas catracas que dão acesso ao prédio para tentar esvaziar a Assembleia que discute novas formas de financiamento do transporte coletivo. Segundo os manifestantes, quem iniciou a confusão foi a Guarda Municipal. "Nós protestamos porque a população nunca é chamada para tomar decisões dessa natureza", disse uma das manifestantes.

Segundo uma das integrantes do MPL, que participava do protesto, os demais manifestantes iriam seguir para a delegacia para tentar libertar os companheiros.

Manifestação começou na Boca Maldita

O protesto de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) de Curitiba começou na Boca Maldita contra a proposta do prefeito Gustavo Fruet (PDT) que prevê novas formas de financiamento para o transporte público na capital.

A mobilização teve início ao meio-dia, na Boca Maldita, no Centro. No início da tarde o grupo seguiu para a Câmara Municipal.

De acordo com a organização do movimento, os protestos são contra o que eles chamam de "gratuísmo" no sistema de transporte de Curitiba, que seria a retirada de incentivo de áreas como saúde, educação e moradia para tornar o transporte na cidade gratuito.

O grupo defende a ideia de uma minirreforma tributária, na qual pagaria a tarifa somente os que realmente têm condições. Para por em prática tal reforma, no entanto, seria necessária uma discussão junto à população e à classe operária, e não encontros "em gabinetes", explica o MPL.

O projeto

Nesta sexta-feira (23) a Câmara Municipal de Curitiba promoveu o seminário "Projeto Curitiba: um novo financiamento para o transporte público". A proposta, encaminhada pela prefeitura ao Governo Federal no início de julho, foi apresentada por Fruet.

A ideia principal do projeto é a que os empresários e órgãos públicos repassem o valor correspondente ao vale-transporte diretamente ao sistema, sem impacto na folha de pagamento do funcionário e com a prerrogativa de abater o aumento de custo do Imposto de Renda.

A legislação atual, que autoriza o empregador a descontar até 6% do salário básico para bancar o vale-transporte, precisaria ser alterada pelo Congresso Nacional (Lei Federal 7.418/1985). Estudantes também teriam isenção, conforme a renda.

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