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A Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco) está com 80% das vagas desocupadas – das 720 disponíveis apenas 150 vagas estão ocupadas. De acordo com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do Paraná, o motivo para a ociosidade das vagas é a falta de alimentos para a capacidade máxima, por conta do atraso em uma licitação.

A Seju informou que, por conta do atraso no certame, a unidade permanece com estoque de alimentos limitado, que só dá para atender à atual população carcerária, limitando o recebimento de novos presos. O valor da licitação para todo o estado é, segundo a secretaria estadual, de R$ 62 milhões.

A informação é de que não faltam alimentos para os atuais 150 presos e 50 servidores e agentes penitenciários da unidade. A penitenciária de Cruzeiro do Oeste é exceção no quadro estadual, pois, segundo a assessoria, foi inaugurada há pouco mais de quatro meses, em meio ao processo licitatório para todas as unidades do estado.

A Seju justifica que, neste momento, o processo de licitação é de responsabilidade da Secretaria de Administração e Previdência (Seap) e está sob análise da Casa Civil. A reportagem entrou em contato com a Seap e com a Casa Civil, mas até o meio-dia desta quinta-feira (16) nenhuma delas se manifestou sobre o caso.

A reportagem entrou em contato também com o diretor da Peco, Edgar Banhos, que afirmou não ter autorização para comentar a situação.

Penitenciária de Cruzeiro do Oeste foi inaugurada em março

Inaugurada em 30 de março, a Peco só recebeu os primeiros presos em 22 de junho. De acordo com a Seju, a construção da Peco serviu para desafogar as delegacias da região Noroeste do estado.

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