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Até mesmo a fila preferencial de idosos estava saindo porta afora, o que não desanimou  Luiz Gonzaga. “Se ganhar, eu volto para o Pernambuco e compro o Pernambuco inteiro”, brincou o aposentado | Fabio Dias/Gazeta Maringá
Até mesmo a fila preferencial de idosos estava saindo porta afora, o que não desanimou Luiz Gonzaga. “Se ganhar, eu volto para o Pernambuco e compro o Pernambuco inteiro”, brincou o aposentado| Foto: Fabio Dias/Gazeta Maringá

As lotéricas de Maringá tiveram longas filas ao longo de toda esta quarta-feira (6). Alguns clientes estavam insatisfeitos, pois precisavam pagar as contas e não podiam contar com as agências bancárias, fechadas por causa da greve dos bancários. Outros, sonhadores, lá estavam para fazer uma "fezinha" e tentar levar o prêmio acumulado de R$ 115 milhões da Mega-Sena.

Irritados, de um lado; e esperançosos, de outro; os clientes fizeram o movimento triplicar, e as filas das Casas Lotéricas dobraram esquinas. O atendimento, em alguns casos, chegou a demorar mais de uma hora.

Para dar conta da demanda, os donos precisaram organizar um esquema especial de atendimento, dividindo as pessoas em filas especificas e aumentando o número de atendentes. Na Lotérica Norte do Paraná, no centro de Maringá, seis pessoas atendiam nos caixas - duas a mais do que em dias normais.

De acordo com a atendente Crislaine Aparecida de Jesus, as retiradas de dinheiro estão sendo feitas com mais frequência, por motivos de segurança. "São dois caixas para jogos, três para pagamentos e um exclusivo [para clientes preferenciais]", disse. "Se a Mega-Sena sair hoje, vai amenizar [o movimento], mas, caso contrário, vai continuar difícil, enquanto a greve dos bancários não terminar", previu.

Até mesmo a fila reservada para idosos, gestantes, deficientes, e pessoas com crianças de colo estava grande a ponto de sair da lotérica. Nela estava o senhor Luiz Gonzaga do Santos, 78 anos, que aguardava para jogar na Mega-Sena. "Se ganhar, eu volto para o Pernambuco e compro o Pernambuco inteiro", brincou o aposentado.

Sem tanta animação assim estava a estudante Camilla Marques. Depois de 15 minutos na fila, ela já havia percebido que a espera seria grande, já que ainda estava longe da porta da lotérica. Ela precisava pagar um boleto. "É um boleto que só paga na Caixa [Econômica], então sobrou a lotérica como opção", disse.

Na mesma fila de Camilla, mas já quase sendo atendido, estava o motorista desempregado Gaspar Ferreira. "São todas as contas do mês. Luz, telefone, Net", disse mostrando a papelada.

Mas depois de 50 minutos no aguardo, Ferreira decidiu que também valia a pena também escolher as seis dezenas e esperar a sorte. "Se eu ganhar vou lembrar de vocês", disse.

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