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Operação Anorex II

Nurce de Maringá desmancha esquema de venda de receita e remédios pela internet

Duas pessoas foram presas em flagrante no Pará. O inquérito aponta que a quadrilha enviava remédios via correio para pelo menos 12 estados brasileiros

A 2.ª Vara Criminal de Maringá emitiu 15 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos por policiais do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) do Paraná nas cidades de Belém, no Pará, e em Ituiutaba, Minas Gerais, na manhã desta sexta-feira (5). A operação chamada Anorex II desmanchou uma rede de venda de remédios controlados e receitas falsificadas pela internet. Duas pessoas foram presas em flagrante no Pará. O inquérito aponta que a quadrilha enviava remédios via Correios para pelo menos 12 estados brasileiros. As investigações começaram há oito meses e foram feitas pelo Nurce de Maringá.

"Interceptamos encomendas enviadas pelo Correios e identificamos o endereço de e-mail utilizado para o contato com os clientes. Eles não agiam em estados próximos ao Pará. As regiões Sul e Sudeste eram mais visadas", explicou o delegado Fernando Martins, do Nurce de Maringá.

Um grupo misto de 11 agentes civis e militares do Paraná foi responsável pela ação na região Norte do País. Ninguém foi preso na ação no estado mineiro. Embora os casos não tenham relação direta, o inquérito que permitiu descobrir a rede de venda de medicamentos pela internet teve a mesma fonte de informações do caso do médico maringaense José Carlos Ramires preso em maio pela venda de produtos para emagrecer sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram apreendidos medicamentos, como Flunitrazepan, Alprazolan, Cloridrato de Sibutramina. "Também encontramos cinco caixas de Rohypnol, conhecido como boa noite cinderela, além de 10 ampolas do Dipalmitoil Fosfatil Colina, remédio que tem venda proibida no Brasil", disse Martins. Segundo o delegado, essa substância é aplicada com seringa nas regiões onde há gordura localizada e pode levar até a morte. Martins relatou ainda que a polícia do Pará tem registrado nos últimos meses vários casos do golpe onde o medicamento Rohypnol é utilizado.

Também foram recolhidos blocos de receitas B e B2, controlados pela Anvisa, e carimbos com nomes de médicos do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro. "Eles usavam o nome e do CRM (Conselho Regional de Medicina) de muitos médicos falecidos", explicou o delgado.

Os dois presos em flagrante em Belém foram autuados por tráfico de substância entorpecente e estão presos à disposição da Justiça do Pará. Eles também devem responder por associação para o tráfico. Oito pessoas prestaram depoimentos e foram liberadas. Em Ituiutaba, duas pessoas foram ouvidas na delegacia da cidade e liberadas. Computadores, receituários, carimbos e remédios serão juntados ao processo, que corre em Maringá.

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