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Congresso

Médicos defendem reconhecimento da medicina paliativa

Receber o diagnóstico de uma doença incurável já não significa apenas sentir dor e ter de esperar pela morte. É o que prometem os adeptos da medicina paliativa, ou seja, aquela que não cura, mas ameniza a dor e tenta dar qualidade de vida ao paciente e seus familiares. Para discutir a prática, profissionais de saúde do Brasil e do exterior reúnem-se de hoje até sábado, em Curitiba, no 2.º Congresso Internacional de Cuidados Paliativos e Dor. O tema desta edição é "Arte e Ciência no Cuidar".

Os principais objetivos do evento são buscar formas de esclarecer a sociedade sobre o assunto, encontrar meios para formar profissionais e buscar o reconhecimento de "Cuidados Paliativos" como especialidade médica. Outro aspecto que vai ser abordado no congresso refere-se aos gastos do Ministério da Saúde quando o assunto é dor. A gerente de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde de Brasília, Zali Neves da Rocha, apresenta, hoje, os resultados de um estudo sobre os investimentos do país neste setor.

Segundo o coordenador do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital Erasto Gaertner e presidente do congresso, Roberto Bettega, normalmente o "médico olha o tumor e esquece do paciente". A idéia da medicina paliativa é justamente olhar para o paciente. "Temos que dar mais vida aos dias do paciente e não mais dias a sua vida", declara.

Serviço: O 2.º Congresso Internacional de Cuidados Paliativos acontece hoje, amanhã e sábado, a partir das 7h30, no Hotel Pestana, na Rua Comendador Araújo, 499. As inscrições podem ser feitas diretamente no local. Mais informações pelo telefone (41) 3361-5167.

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