
Em 1873, a Companhia Florestal Paranaense levou para Viena, na Áustria, uma araucária gigante que foi exposta em praça pública. O objetivo era mostrar o tamanho das árvores existentes no Brasil e apresentar a compra da madeira nacional como um negócio lucrativo. Na prática, começava aí o processo de derrubada em grande escala das florestas nativas paranaenses.
Agora, em movimento contrário, pinheiros enormes foram espalhados por locais públicos de Curitiba para chamar a atenção do que está sendo derrubado no estado e não deveria mais ser comercializado. Uma única árvore centenária, com mais de 40 metros de altura e 1,30 metro de diâmetro, foi dividida em cinco pedaços colocados em espaços como a Boca Maldita.
A tora foi trazida de General Carneiro. Foi localizada numa vistoria do Ibama e os proprietários da área apresentaram uma autorização de corte, alegando que se tratava de uma área de reflorestamento. "Só se os proprietários querem que a gente acredite que essa árvore foi plantada por eles no tempo em que o Paraná era coberto de mata nativa", ironiza o superintendente estadual do órgão ambiental, José Álvaro Carneiro.



