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Transporte

Pais condenam ação do agente que seguiu motorista em Londrina

Londrina - Familiares das crianças que estavam na van escolar perseguida por um agente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), na tarde de quinta-feira, em Londrina, questionaram a atitude do fiscal. De acordo com os pais, o agente poderia ter esperado o veículo parar para fazer a abordagem e o ato de perseguir a van colocou em risco a vida das crianças. No entanto, eles são enfáticos ao afirmar que o condutor do veículo foi irresponsável.

Ao ser abordado por um agente da CMTU, o motorista Marcelo André Proni Pereira, que transportava cinco crianças, saiu em fuga, furando sinais vermelhos, do centro até a casa dele, na zona oeste. Lá, junto com outros homens, agrediu o agente e prendeu as crianças em casa. Elas só foram soltas com a chegada da Polícia Militar.

Para Rosi Alves, mãe de uma das meninas que estavam no carro, a CMTU errou, pois o agente poderia ter abordado o veículo quando ele parasse para alguma criança descer. "O agente poderia ter esperado. Perseguir a van foi uma erro absurdo", comentou. Gesiel de Oliveira, pai de um menino, achou a ação irresponsável. "Ele poderia ter anotado a placa do carro ou ter esperado a van terminar de fazer a entrega das crianças para abordar", disse.

O diretor de trânsito da CMTU, major Sérgio Dalbem, questiona o posicionamento dos pais. Para ele, os pais deveriam, ao invés de condenar a companhia, entrar com uma ação criminal contra o motorista da van. "A ação do agente visou garantir a segurança das crianças e evitar que uma pessoa como essa continue nas ruas transportando crianças de forma irregular."

Segundo o diretor de trânsito da CMTU, das 135 vans cadastradas em 2008 em Londrina, 125 fizeram o recadastramento em 2009 – o que indica que pelo mesmo 10 veículos estão atuando de forma irregular.

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