O diretor de operações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Barata, discordou das declarações da oposição de que teria faltado coordenação para reagir, em menos tempo, ao apagão ocorrido na noite de terça-feira e que atingiu 18 estados. "Não concordo. As análises mostram que a resposta a esse evento, que todos nós reconhecemos que foi extremamente desagradável, foi da mesma grandeza, eu diria até superior àqueles ocorridos em 2002 e em 1999. Os tempos de recuperação do sistema foram menores do que os obtidos naqueles anos", disse.Barata reafirmou que o apagão foi provocado por condições climáticas adversas na subestação de energia de Itaberá, no interior de São Paulo, e que documentos comprovariam o registro do problema, que pode ser identificado por qualquer assessoria técnica. "Do ponto de vista de gestão, o sistema funcionou adequadamente", afirmou Barata. Segundo ele, o sistema de proteção atuou de forma eficiente, impedindo a danificação de equipamentos de toda a rede.
"Se nós olharmos a carga que foi interrompida, o grosso da carga foi concentrada na Região Sudeste. A perturbação nos demais estados foi menor. Isso se deve a esquemas especiais de proteção", explicou. "É preciso que se compreenda que o sistema também tem alguma vulnerabilidade", acrescentou Barata, ressaltando que o sistema brasileiro é reconhecido mundialmente como seguro.
"Os indicadores de que dispomos mostram que, se comparado com países como os Estados Unidos, Canadá e países europeus, o nosso sistema tem um desempenho superior aos desses países. Todos os grandes distúrbios que nós tivemos confirmam a qualidade da operação e da estrutura do sistema elétrico brasileiro", afirmou.



