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Registro Civil

Paraná é líder de natalidade no Sul

  • PorDenise Paro, da sucursal, com Agência Estado
  • 04/12/2008 21:04

Foz do Iguaçu - Apesar de seguir a tendência brasileira e ter apresentado queda na taxa de natalidade nos últimos quatro anos, o Paraná tem o maior indicador de nascimentos entre os três estados da Região Sul.

Os dados, de 2007, fazem parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem.

Enquanto no Rio Grande do Sul a taxa de natalidade é 12,3, a menor do Brasil, no Paraná o número chega a 14,2 e no estado de Santa Catarina a 13,9. Os dados revelam que a posição paranaense não foi alterada em relação à última pesquisa, realizada em 2003. Naquele ano, o Paraná apresentava uma taxa de 15,7, à frente dos 13,6 do Rio Grande do Sul e de 14,7 de Santa Catarina. A taxa é calculada com base no número de pessoas que nascem a cada mil habitantes.

Os fatores de desenvolvimento humano são usados para explicar os motivos que levam o estado a ter o maior número de nascimentos da região Sul. A professora Lélia Limderger, mestre em Geografia da Faculdade Uniamérica de Foz do Iguaçu diz que os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul são mais urbanizados e industrializados que o Paraná. E quanto maior a urbanização, ou seja, o número de pessoas presente na cidade, a taxa de natalidade tende a ser menor. "No Paraná temos um maior número de cidades com nível de desenvolvimento humano menor que outros municípios do Sul", explica. A emancipação da mulher, que assumiu a vida profissional e passou a ter menos filhos, também é outro fator associado à queda de nascimentos. A tendência, segundo Lélia, é o número de filhos diminuir em regiões onde a população tem maior escolaridade.

Mortes

A pesquisa trouxe outro dado preocupante para o Paraná. O número de óbitos de jovens entre 20 e 29 anos ainda está em patamares inaceitáveis. Das 2,5 mil mortes de homens registradas no estado no ano passado, 1.697, ou seja, 68%, foram violentas – devido a acidentes ou assassinatos. O analista do IBGE/PR, Luís Alceu Paganotto, diz que essa proporção vem sendo mantida desde 2003 sem alterações. "Praticamente não se consegue mudar isso há muitos anos", diz.

Em relação ao Brasil, a pesquisa demonstrou crescimento das mortes violentas entre 1980 e 2002 cujas principais vítimas são adolescentes, jovens e adultos do sexo masculino. Nos entanto, nos últimos cinco anos, notou-se uma ligeira taxa de declínio desse tipo de morte nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e tendência de crescimento no Norte e Nordeste do país. Em 1990, o índice nacional de mortes violentas era de 14,2%, em 2002 passou para 16,2% e em 2007 representou 15%.

Sub-registros

Os porcentuais de sub-registros (nascimentos não registrados no próprio ano de ocorrência ou até o fim do primeiro trimestre do ano subseqüente) apresentaram redução de 21,9%, em 2000, para 12,2% em 2007 no país. A maior redução ocorreu na Região Norte do país, de 47,1% para 18,1%. A Região Sul tem a melhor cobertura de registros de nascimento, com porcentual de sub-registro de apenas 1,4% em 2007. No Sudeste, era de 5,5% naquele ano e, no Centro-Oeste, de 10,6%. Em números absolutos, no Brasil, foram registrados, no ano passado, 2.750.836 nascimentos.

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