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A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ), deflagrou nesta manhã a Operação Guilhotina, a fim de cumprir 45 mandados de prisão preventiva contra 11 policiais civis e 21 policiais militares, além de 48 mandados de busca e apreensão.

O chefe de Polícia Civil Alan Turnowski foi chamado para prestar esclarecimentos. Um dos mandados seria contra o ex-subchefe de Polícia Civil Carlos Oliveira. Ele foi delegado titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae), que era o órgão responsável pelo material bélico apreendido de diversas quadrilhas de traficantes e também foi subsecretário operacional da Secretaria de Ordem Pública da prefeitura do Rio.

Duas delegacias distritais - a 17.ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão e a 22.ª da Penha -, responsáveis por investigar o tráfico nas favelas do Complexo da Penha, foram fechadas pela PF e pela Corregedoria da Polícia Civil.

A operação da PF começou após o vazamento de informações da ação denominada Paralelo 22, deflagrada para prender o traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, em Macaé, no norte fluminense, que forneceria drogas para o traficante Antônio Carlos Bonfim, o Nem, chefe do tráfico na Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul carioca. Roupinol foi morto em março do ano passado em ação da Polícia Civil, no Morro do São Carlos. Nem permanece foragido.

Em nota, a PF informou que, a partir do vazamento de informações duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança do Rio e outra da Superintendência da Polícia Federal do Rio. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

De acordo com a PF, o objetivo da Operação Guilhotina é colocar fim à atuação de um grupo criminoso formado por policiais civis e militares, além de informantes envolvidos com o tráfico ilícito de drogas, armas e munições, com a segurança de pontos de jogos clandestinos (máquinas de caça-níqueis e jogo do bicho) venda de informações policiais e com milícias.

Uma das principais atividades do grupo era o chamado "espólio de guerra", que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente operação de ocupação do Complexo do Alemão, para revender as apreensões às quadrilhas rivais. As forças estaduais destacaram hoje 200 homens, além de dois helicópteros e quatro lanchas. As equipes da PF empregam um efetivo de 380 homens.

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