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Presa pelo 8/1

PGR defende prisão domiciliar para idosa condenada pelo 8/1 que precisa de cadeira de rodas

PGR defende prisão domiciliar para idosa condenada pelo 8/1
Vildete da Silva Guardia, de 75 anos, enfrenta problemas de saúde e usa uma cadeira de rodas para se locomover na prisão. (Foto: Arquivo pessoal)

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta sexta-feira (25), a favor da concessão de prisão domiciliar a Vildete da Silva Guardia, de 75 anos, condenada a 11 anos e 11 meses de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo a família, Vildete enfrenta problemas de saúde e usa uma cadeira de rodas para se locomover na prisão, onde está desde junho de 2024.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que a prisão domiciliar é “medida excepcional e proporcional”, considerando a idade e as comorbidades de Vildete. Ele ponderou que o quadro de saúde da idosa pode ser “vulnerado caso seja mantida afastada de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, deve analisar o parecer da PGR e decidir sobre a solicitação da defesa. Em fevereiro, os advogados apresentaram laudos médicos e pediram prisão domiciliar, argumentando que a idosa corria “iminente risco de morte” em razão de suas comorbidades.

No último dia 8, um relatório da Penitenciária Feminina de Sant'Anna, em São Paulo, concluiu que “do ponto de vista clínico e das especialidades médicas não há evidências técnicas objetivas e robustas que indiquem a necessidade de cuidados especiais incompatíveis com o sistema penitenciário”.

“As circunstâncias postas indicam, porém, a necessidade de reavaliação e flexibilização da situação da custodiada”, avaliou o procurador-geral. O PGR considerou que, apesar do laudo médico da prisão e o cumprimento da pena em regime fechado, “revela-se recomendável e adequada a concessão de prisão domiciliar humanitária”.

Gonet citou que o entendimento da própria Corte que estabelece a defesa da “preservação da integridade física e moral dos presos cautelares e dos condenados”. No parecer, o PGR destacou ainda que “os requisitos estabelecidos pela legislação infraconstitucional devem guardar compatibilidade com os princípios da proteção integral e prioritária do idoso e da dignidade da pessoa humana”.

Vildete foi presa quando cerca de 200 envolvidos nos atos de 8 de janeiro que cumpriam medidas cautelares foram levados de suas casas para o cárcere. A alegação foi “suposto risco de fuga”, já que outros envolvidos no 8/1 haviam saído do país. Ela estava em sua residência na cidade de Santo André (SP), onde realizava acompanhamento médico com diversos especialistas e se recuperava de uma cirurgia para retirada de um tumor.

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