Formas farmacêuticas diferentes, que aproximem o gosto do remédio com o de alimentos, são estudadas desde os anos 60 nos Estados Unidos e começaram a chegar ao Brasil na última década. O professor de Farmacotécnica Paulo Vítor Farago, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, dá alguns exemplos: são picolés com efeito antifúngico e brigadeiros antiparasitários, além de pirulitos, balas e jujubas com efeito antitérmico. "É uma tendência para aumentar a adesão do paciente ao tratamento", diz.
Estas formas estão disponíveis apenas em farmácias de manipulação e não fazem parte do cotidiano. Segundo a farmacêutica Maria Fernanda Merlin, é mais comum a manipulação de flaconetes antibióticos em doses diárias para crianças.
A pediatra Luci Pfeiffer, da Sociedade Brasileira de Pediatria, ressalta que a entidade tem como norma que os medicamentos para crianças têm de ser palatáveis, mas não atraentes. "O sabor deve ser suportável, agradável, e nunca imitar doce ou bala. Isso pode trazer sérias intoxicações", diz. (TD)







