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Justiça

Presos não atiraram, diz testemunha; júri do Caso Carandiru volta nesta terça-feira (18)

15 policiais militares estão sendo julgados. Eles são acusados de matar oito presos no terceiro andar do presídio

  • PorFolhapress
  • 17/02/2014 17:22

Terminou às 18h25 desta segunda-feira (17) o primeiro dia de julgamento dos 15 policiais militares acusados de matar oito presos no terceiro andar do Carandiru, em outubro de 1992. O júri será retomado nesta terça-feira (18), às 10h30, com o depoimento das testemunhas de defesa.

O julgamento de todos os réus do massacre está sendo feito por etapas. Nesta terceira etapa são julgados policiais do Comando de Operações Especiais (COE) acusados pela morte de oito presos no terceiro andar. Em 2013, foram condenados 48 PMs acusados de matar presos do primeiro e do segundo andares.

Foram ouvidas nesta segunda duas testemunhas arroladas pelo Ministério Público: o perito Osvaldo Negrini Neto e o então diretor de segurança e disciplina do Carandiru, Moacir dos Santos. Uma terceira testemunha de acusação, o sobrevivente do massacre Marco Antonio de Moura, não pôde comparecer.

Santos, o ex-diretor de segurança e disciplina, que também participou dos outros dois julgamentos, disse que os presos não tinham armas de fogo e que eles não atiraram antes de a PM entrar no pavilhão 9, onde ocorreu o massacre que deixou no total 111 mortos.

"Arma de fogo eu não vi nenhuma. Só mesmo armas [brancas] que eles faziam", afirmou, acrescentando que acredita que as 13 armas atribuídas aos presos tenham sido "plantadas".

Segundo ele, nos cinco anos que antecederam o massacre, foram apreendidas apenas cinco armas de fogo com os presos do Carandiru.

Sem ameaça

O ex-diretor de disciplina declarou ainda que os detentos não haviam ameaçado os agentes penitenciários, pois o tumulto que levou à ação da PM decorreu de uma briga entre presos que não tinha a direção do presídio como alvo.

Santos reforçou as declarações do perito, dadas anteriormente, de que a PM dificultou e retardou a entrada de funcionários e autoridades no pavilhão após as mortes e que as cenas do crime foram modificadas, pois os mortos foram quase todos amontoados.

Tensão

No momento de maior tensão registrado no júri nesta segunda, o advogado de defesa dos PMs, Celso Vendramini, e o promotor Márcio Friggi de Carvalho discutiram após o promotor acusar a defesa de tentar desqualificar o depoimento do ex-diretor de disciplina do presídio.

O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo disse que, se houvesse desrespeito entre as partes, o julgamento seria interrompido.

PeritoAntes do depoimento do diretor de disciplina, o perito criminal Osvaldo Negrini Neto foi o primeiro a ser ouvido no plenário.

Ele disse que não houve confronto balístico das armas dos PMs com os vestígios encontrados nas paredes e nas vítimas do massacre informação que favorece a defesa dos policiais.

"Os confrontos balísticos nunca foram realizados por falta de equipamento e pelo acúmulo de tempo que seria demandado", afirmou Negrini, em depoimento que durou cerca de 1 hora e 40 minutos.

O fato de exames detalhados de balística não terem sido feitos é um dos principais argumentos da defesa dos policiais.

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